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Gestão empresarial

Executivos indicam projeções positivas para a economia brasileira, com crescimento entre 4% e 5% até 2016

Curitiba – Por outro lado, gargalos que comprometem maior competitividade ainda precisam ser enfrentados.

Por giovanna

Yoshio Kawakami, presidente da Volvo Construction Equipment Latin America

Sustentado pelo alto nível de atividade do mercado interno, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro apresentará um crescimento contínuo nos próximos quatro anos, prevê Yoshio Kawakami, presidente da Volvo Construction Equipment Latin America. Na avaliação dele, a economia nacional crescerá a índices variáveis entre 4% e 5% até 2016.

“Não há nenhuma dúvida de que o que está impulsionando a economia do Brasil é o mercado interno. O produtor está, inclusive, mais pessimista que o próprio consumidor”, afirmou Kawakami no CEO Forúm promovido nessa sexta-feira (28/10) pela Amcham-Curitiba.

De acordo com o ele, mesmo as turbulências internacionais não serão capazes de impedir a evolução do PIB nacional.      

Mercado doméstico, investimento e exportação

Dados apresentados por Kawakami indicam um crescimento de 4% do PIB para o este ano. Em 2012 e 2013, esse índice subiria para 5%, apresentando nova elevação em 2014, na casa de 5,5%. Segundo análise do executivo, as projeções positivas da economia brasileira estão atreladas principalmente ao alto consumo do mercado doméstico e também ao nível de investimentos e de exportações.

Ainda de acordo com Kawakami, o aumento da demanda interna é decorrente do crescimento do poder aquisitivo da população brasileira, especialmente das classes C e D, enquanto as exportações são impulsionadas pela venda de commodities.

Os investimentos, entretanto, ainda estão abaixo da real necessidade brasileira, pontuou ele. “O Brasil apresenta um déficit histórico de investimentos em infraestrutura, mas é inegável o aumento em 2011, ano em que houve o dobro dos investimentos de 2003”, apontou.

Competitividade

Além de Kawakami, participaram do Fórum Ricardo Barberis, CEO da Manpower, e Rogério Martins, vice-presidente de Desenvolvimento de Produtos e Inovação da Whirpool. Apesar das perspectivas positivas, os três executivos apontaram os desafios que o Brasil tem de enfrentar para ganhar competitividade e garantir expansão de maneira sustentável, passando por escassez de mão-de-obra qualificada, baixa taxa de inovação e alta carga tributária.

“É evidente que o Brasil tem sérios problemas de competitividade. Por um lado, faltam investimentos para aumentar a capacidade de competição; por outro, o governo não abre mão dos impostos”, analisou Kawakami.

Mão-de-obra

Barberis apresentou pesquisa segundo a qual 34% dos empregadores de todos os países relataram apresentar dificuldade no preenchimento de vagas em aberto. Em sua análise, o mundo enfrenta um problema de quantidade a longo prazo e de falta de competência técnica a curto prazo.

No caso do Brasil, o déficit é bastante significativo. O País está em 3º lugar no ranking mundial de déficit de talentos da ManPower, ficando atrás apenas de Japão e Índia. 

“Dois em cada três empregadores têm dificuldade em preencher vagas no Brasil”, afirmou Barberis. 

Nesse contexto, o CEO aconselhou que as empresas integrem suas estratégias de negócios às suas estratégias de Recursos Humanos.   De acordo com o executivo, além dos investimentos financeiros, são necessários investimentos em capital humano.

Para os três palestrantes, um dos grandes problemas do País é a falta de visão a longo prazo, como por exemplo, planos de carreira e de retenção de talentos nas empresas.

Inovação

Martins acrescentou que o talento não existe sem inovação e vice-versa. Para o Brasil se posicionar mais fortemente no mercado internacional, necessitaria de uma cultura inovadora. Para ele, ferramentas operacionais de inovação em produtos e serviços, sempre aliadas às necessidades do consumidor, são importantes para otimizar os ganhos, mas não bastam.

“O importante é criar uma cultura de inovação nos profissionais que fazem parte das organizações. É preciso não só formação técnica, mas a criação de uma cultura, mudar o pensar”, afirmou.

 

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