Ferramentas Pessoais

Parceria entre Estado e empresas possibilitou criação de escolas técnicas em municípios mineiros mais necessitados

— registrado em:
01/07/2011 16:45
  • Tamanho: A A A

Um dos méritos do consórcio Mínero Metalúrgico, formado por empresas do setor em Minas Gerais para suprir suas deficiências de formação de mão de obra técnica, foi o de levar escolas técnicas a cidades carentes desse tipo de ensino, o que tem elevado o nível de profissionalização dos trabalhadores.

Graças ao mapeamento de necessidades de pessoal, o governo mineiro criou escolas técnicas nos municípios da zona industrial de mineração e metalurgia que mais necessitavam de formação, disse a coordenadora do consórcio e gerente de Recursos Humanos da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Alba Valéria dos Santos.

A formação de mão de obra pelas empresas e por meior de parcerias com o governo são importantes iniciativas para desenvolver capital humano, segundo a coordenadora.

Leia os principais trechos da entrevista concedida por Alba ao site da Amcham logo após o seminário Competitividade Regional realizado na terça-feira (28/06) em Belo Horizonte como parte do programa "Competitividade Brasil - Custos de Transação" da Amcham:

Amcham: Como o consórcio está ajudando a diminuir o desequilíbrio entre a oferta e a demanda por mão de obra qualificada no setor em MG?

Alba Santos: O consórcio incentiva, em conjunto com o Programa de Ensino Profissionalizante (PEP) da Secretaria de Educação, a formação de profissionais de nível técnico nos municípios das empresas que fazem parte dele. Dessa forma, conseguimos ter profissionais de nível técnico para atender à demanda das companhias nos municípios de Congonhas, Conceição do Mato Dentro e Conselheiro Lafaiete, entre outros.

Amcham: Como é feita a parceria entre as empresas e o Estado?

Alba Santos: Todas as iniciativas são feitas com o apoio de instituições do governo estadual. A formação em nível básico de ensino é trabalhada junto com a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), em um projeto que se chama Usina do Trabalho. Com a Secretaria da Educação, desenvolvemos o pessoal de nível técnico, e, na Secretaria de Ciência e Tecnologia, o grau superior, por meio das universidades federais.

Amcham: Algumas empresas têm importado mão de obra técnica para áreas carentes. Qual a capacidade do consórcio de suprir todas as necessidades das empresas integrantes?

Alba Santos: Como brasileiros, precisamos priorizar a mão de obra nacional, mas algumas empresas serão, no futuro, obrigadas, a contratar profissionais de outros países caso não haja mão de obra qualificada por aqui. É um movimento inevitável, pois de outra forma não conseguiremos construir todos os empreendimentos previstos. Porém, entendo que a iniciativa de contratar pessoal junto a outros países tem de ser bastante estudada, e nunca em detrimento da mão de obra brasileira. As empresas deveriam valorizar o capital humano local até por questões de cidadania. Trazer gente de fora, só em último recurso e em casos onde não haja essa mão de obra no Brasil.

 

** A reprodução deste conteúdo é permitida desde que citada a fonte Amcham.
Compartilhe:

Amcham Belo Horizonte

R. Da Paisagem, 220 - Vila da Serra
Belo Horizonte - MG
CEP: 34000-000
Tel.: (31) 2126-9750
Fax: (31) 2126-9767
Contate-nos por e-mail

A regional Como chegar
 
©1995-2013 Copyright AMCHAM - Câmara Americana de Comércio. Todos os direitos reservados