Responsabilidade social é diferencial competitivo nas empresas
Márgia Engel, da ONG D+eficiente, diz que em um mercado em que produtos são muito semelhantes, a consciência das empresas passa a ser o diferencial
A responsabilidade social é um diferencial competitivo no mercado. A empresa que incentiva o trabalho voluntário e contribui com causas sociais é capaz de trazer resultados positivos para a própria organização, diz Márcia Engel, fundadora da D+eficiente e membro do Conselho Consultivo do Instituto HSBC Solidariedade.
Em um mercado onde os produtos e marcas são semelhantes em qualidade, volume e características, a empresa que mostra um diferencial em seu trabalho institucional sai na frente, afirma ela.
“Hoje em dia tudo é avaliado nas empresas. A qualidade e os produtos são muito semelhantes em vários países, a consciência das empresas passa a ser o diferencial”, afirmou. Ela participou nesta terça-feira (20/03) do Encontro de Mulheres da Amcham-Curitiba.
Trabalho voluntário
Uma pesquisa realizada no fim de 2011 mostrou que 25% dos brasileiros dizem ter feito pelo menos uma vez na vida algum trabalho voluntário. Desses, 11% fazem regularmente. O resultado do estudo da Rede Brasil Voluntário e do Ibope Inteligência mostrou que o universo de voluntários no Brasil é de 35 milhões de pessoas.
Nas empresas, esse diferencial aparece como reconhecimento. “A moeda do trabalho voluntário é o reconhecimento, já que as empresas e toda a equipe precisam reconhecer aquilo que é feito para que isso impacte positivamente”, aponta Márcia.
E o trabalho social surge de várias formas: empresas que desejam iniciar alguma forma de trabalho social podem realizar campanhas de doações. “São instrumentos extremamente eficientes de voluntariado e têm sucesso garantido.”
De acordo com a palestrante, o trabalho feminino foi essencial na consolidação do terceiro setor no país. Hoje, no entanto, com a estruturação do trabalho voluntário, um maior número de homens atua com voluntariado.
“As ONGs hoje em dia funcionam como qualquer empresa. Elas têm estrutura, metas, planejamento, equipes. Isso desperta o interesse tanto de homens como de mulheres.”
Márcia é fundadora da D+eficiente, ONG (organização não governamental) que auxilia no cumprimento dos direitos de pessoas com deficiência em Curitiba e região. Para ela, as ONGs deixaram de focar em trabalhos meramente assistencialistas e passaram a focar no que o setor público ainda não consegue garantir.
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