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Mudança de perfil: secretárias executivas tornam-se assessoras

22/08/2006

Regina Scaciotti e Cristina Bazan, consultoras da Crossing
As secretárias executivas ganharam poder de decisão nas corporações. Além das atividades mais simples de apoio em agendamentos e organização das contas, elas executam trabalhos de maior responsabilidade, substituindo os próprios gerentes e diretores em diversas ocasiões. A análise é de Regina Scaciotti, psicóloga e consultora da Crossing Consultoria em Recursos Humanos. Ela participou nesta segunda-feira (21/08) do comitê de Secretariado Executivo na Amcham (Câmara Americana de Comércio), em São Paulo.

“O perfil da secretária executiva mudou muito, ela tem hoje um papel muito mais ativo. Toma decisões, decide no momento da ausência de um gerente, de um presidente ou diretor, tem alçada para isto. Passou a ser vista como assessora, a secretária não executa apenas tarefas operacionais”, comenta Scaciotti.

Segundo Scaciotti, assim como as responsabilidades aumentaram, maiores as exigências no momento da contratação. “O inglês não é mais um diferencial, é uma necessidade”, ressalta.

Exigência de diploma superior

De acordo com a consultora Cristina Bazan da Crossing, que também palestrante do comitê na Amcham, a qualificação das secretárias é crescente devido à competitividade no setor. “A secretária é executiva mesmo, tem que ter faculdade, algumas fazem até MBA e Pós-Graduação. Se tiverem além do inglês, o espanhol ou o idioma de origem da empresa tanto melhor”, destaca.

Regina Scaciotti e Cristina Bazan orientam as futuras secretárias no momento da entrevista de emprego. As principais orientações são as seguintes:

  • Ter um discurso claro, evitar ser prolixa;
  • Prestar atenção no entrevistador. Responder exatamente às perguntas;
  • Cuidado com a Língua Portuguesa. Isto parece óbvio, mas com a ansiedade, os erros são comuns e podem causar má impressão ao entrevistador;
  • Usar roupas sóbrias, blasers, ternos, tailleurs. Evitar calças justas, blusas decotadas ou transparentes. Evitar maquiagem e perfume fortes.

    Cristina Bazan acrescenta ainda que o currículo deve ser elaborado de forma sucinta. “Os currículos longos não são lidos. Portanto é importante a objetividade, pontuar as realizações profissionais. Estes aspectos devem saltar aos olhos do entrevistador ou contratante”, conclui.








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