Instituto defende responsabilidade política das empresas

07/11/2007

Jorge Maranhão,
diretor do instituto “A Voz do Cidadão”
O Brasil tem condições de crescer tanto quando a China. Entretanto, isso somente acontecerá se as empresas e toda a sociedade tiverem um compromisso com a responsabilidade política. A afirmação é de Jorge Maranhão, diretor do instituto de cultura e de cidadania A Voz do Cidadão.

“A implementação de programas assistencialistas sem responsabilidade política é mero marketing de reputação, pois desmobiliza o cidadão. Por exemplo, muito mais importante do que fornecer a merenda das crianças de uma comunidade carente é supervisionar e cobrar a distribuição desses alimentos nas escolas públicas”, apontou Maranhão, que participou do comitê de Marketing de Amcham-Campinas nesta quarta-feira (07/11).

De acordo com ele, a preocupação com o assistencialismo impede a construção de uma cultura de cidadania, pois as empresas desviam suas atenções de assuntos importantes para desempenhar um papel que caberia ao Estado.

Maranhão defendeu que a filantropia não deve ser encarada como um dever, mas como uma opção pessoal. “A responsabilidade pelas questões sociais é do poder público, não do privado. Cabe a nós fiscalizar se as ações surtem efeito.”

O diretor destacou que o papel da mídia é essencial para a construção dessa cultura “No Brasil, a mídia é fundamental. Sua categoria técnica é muito superior à da educação e da Justiça brasileiras”, observou.

A Voz do Cidadão é um instituto que tem como objetivo incentivar e difundir a cultura de cidadania, a consciência e o exercício dos direitos civis coletivos. Ele atua como porta-voz de grupos de cidadãos que desejam fazer valer suas justas reivindicações, exercer o controle social sobre a administração pública e combater as transgressões legais.

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