![]() Quinta, 02 de setembro de 2010 - 11:47 |
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EVENTOS
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Brasil precisa de trabalho de inteligência para ampliar exportações de serviços 27/11/2007
“O País precisa de um trabalho de inteligência maior sobre a cadeia de serviços e quais os mercados de interesse. Atualmente falta informação de mercado aqui dentro, quem é quem, quem faz o quê e quem tem capacidade e competitividade. Outro desafio é a promoção que pode ser feita com o governo contribuindo ou até mesmo pelo empresariado com feiras e missões”, ressaltou Marconini após participar do comitê de Negociações Internacionais da Amcham-São Paulo. Segundo ele, os serviços representam entre 11 a 15% do que o País vende de bens anualmente ao exterior, uma fatia que pode ser ampliada graças ao grau de competitividade que diversos segmentos conquistaram nos últimos anos. Dentre as áreas que podem incrementar a exportação de serviços, o especialista destaca: tecnologia da informação, construção e engenharia, arquitetura e agronomia, serviços jurídicos, financeiros e redes distribuidoras (lojas e supermercados). De acordo com Marconini, na balança comercial brasileira, a maioria dos setores de serviços são deficitários. “O País é superavitário no item que se chama profissionais, que inclui serviços técnicos como o de engenheiros da Petrobrás que vão para a Bolívia recebem pagamentos. E destaco a área de construção e engenharia, que tem US$ 5 bilhões de superávit.” Para ele, o trabalho que Agência de Promoção de Exportações do Brasil (Apex) realiza com bens deveria ser estendido ao de serviços, que vem sendo contemplado de forma tímida. “O governo precisa contatar o setor”.
Na pauta da OMC Na avaliação de Ricardo Camargo Mendes, diretor executivo da Prospectiva Consultoria, também defendeu uma uma política mais agressiva de promoção comercial para o Brasil avançar na exportação de serviços. “Vejo que uma agenda na OMC (Organização Mundial de Comércio) além de tratar de acesso aos mercados, tem papel importante de promover os setores e os serviços deveriam ser incluídos”. Para Mendes falta ainda no Brasil uma regulamentação que incentive mais a inovação. “A inovação e a tecnologia são fundamentais no setor de serviços. Mas falta regulamentação adequada. Existe a lei da inovação, no entanto, o conceito é amplo e as empresas tem receio de declarar algo como inovador no Importo de Renda e a Receita Federal considerar que não é, é um ambiente nebuloso”. Reportagem de Daniela Rocha
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