Fraudes eletrônicas, violação de direitos autorais, vazamento de informações confidenciais, entre outros crimes gerados pelo avanço da tecnologia, crescem substancialmente no Brasil. Para debater essas questões e ajudar o empresariado a se proteger a Amcham lança no dia 26/03 (quarta-feira) o comitê aberto de Direito da Tecnologia.
Segundo Renato Opice Blum, advogado especializado no tema e presidente do comitê, a preocupação inicial do grupo será mostrar que o assunto é sério e exige respaldo jurídico que dê proteção às companhias.
“A dependência que temos da tecnologia hoje é muito grande e isso ocorreu de forma acelerada. São apenas cinco anos de uso efetivo da internet no ambiente corporativo. As organizações não estão preparadas para lidar com os danos que esse meio pode gerar”, diz Opice Blum.
Ele aponta que há uma gama enorme de crimes tecnológicos em prática e que a maior parte deles atinge a integridade das empresas, viola sua imagem e gera grande repercussão. O cenário é assustador e pode levar uma corporação à falência, diz o advogado, segundo quem atualmente o Brasil possui mais de 15 mil processos julgados e 50 mil em andamento no tema.
Iniciativas
Além de debater temas atuais e futuros relacionados ao Direito da Tecnologia, o comitê pretende apoiar ou sugerir projetos de lei e redigir cartilhas e documentos que auxiliem e protejam a integridade das corporações.
“Queremos formar um grupo ativo, que, com a ajuda da Amcham, proponha políticas de uso sadio desses meios tecnológicos, de segurança da informação”, explica.
Reportagem de Lívia Machado