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Paula Cristiane da Silva, da Gaiga & Peres Propriedade Intelectual
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Empresas de pequeno porte estão mais conscientes quanto à necessidade do registro de marca no Brasil, garantiu a especialista no assunto Paula Cristiane da Silva, da Gaiga & Peres Propriedade Intelectual.
“Não significa que o registro de marca tenha aumentado exponencialmente. Todavia, há um crescimento relevante”, afirmou ela, que participou do comitê de Empreendedorismo da Amcham-
Porto Alegre nesta quarta-feira (27/08).
De acordo com Paula, até poucos anos atrás, somente as grandes companhias multinacionais tinham essa preocupação, além de proprietários de marcas de produtos específicos. Hoje em dia, contudo, a situação é diferente e mais empresários têm tomado essa iniciativa.
A especialista considera que o registro de marcas no Brasil deve crescer ainda mais, em grande parte em função da redução do prazo de tramitação dos processos. Enquanto nos anos 90 o registro de uma marca podia levar até seis anos, agora não passa de dois, disse ela.
A pirataria, segundo Paula da Silva, é outro fator significativo para a conscientização dos empresários quanto à necessidade do registro, assim como o crescimento do País e os investimentos externos, que exigem mais profissionalismo e formalidade nos negócios.
Em 2007, o Brasil teve 384 patentes registradas, índice que colocou o país na 24ª posição entre os 138 signatários do Tratado de Cooperação de Patentes, da Organização das Nações Unidas.