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Economia brasileira deve retomar expansão no 2o trimestre de 2009

17/11/2008

Antônio Bonilha,
diretor financeiro e de Relações com Investidores da Zamprogna
Depois de dois trimestres difíceis – o último de 2008 e o primeiro de 2009 –, os esforços do Governo Federal no sentido de ampliar a oferta de crédito no mercado serão percebidos e a economia interna voltará a crescer, ainda que em ritmo inferior ao registrado nos últimos anos. A avaliação é de Antônio Bonilha, diretor financeiro e de Relações com Investidores da Zamprogna, empresa gaúcha do segmento de transformação de aço.

“A operacionalização desses recursos implementados pelo governo só será efetivada no primeiro trimestre de 2009. Apenas a partir do segundo trimestre do próximo ano é que sentiremos a economia brasileira com um giro mais forte”, disse Bonilha, que participou do comitê de Finanças da Amcham-Porto Alegre nesta sexta-feira (14/11).

O executivo acredita que a expansão será apoiada principalmente no mercado interno, estimulado pela construção civil e pela indústria automobilística. Ele avalia que esta última deve se reestabilizar no curto prazo.

No ano passado, a Zamprogna faturou cerca de R$ 1 bilhão e, para 2008, a expectativa é de uma expansão de 30%. “Tivemos um crescimento robusto neste ano. Em 2009, se mantivermos esse patamar, já será positivo”, avaliou Bonilha. A empresa, comprada há um e meio pelo fundo de private equity NSG Capital, tem sede em Porto Alegre e duas plantas fabris no interior de São Paulo.

Consumo de bens não-duráveis

Marcelo Fagondes de Freitas,
diretor administrativo e financeiro da Mundial
O diretor administrativo e financeiro da Mundial, Marcelo Fagondes de Freitas, também aposta na força do consumo interno para sustentar a economia brasileira. Ele, porém, crê que os maiores motores do mercado serão os produtos não-duráveis.

“Teremos uma migração. As pessoas que pretendiam comprar bens duráveis, como carro, não terão mais acesso a linhas de crédito devido à redução do volume de recursos e ao encurtamento dos prazos de pagamento. Esse consumo, portanto, será canalizado para bens de consumo não-duráveis”, explicou Fagondes.

O movimento, calcula ele, poderá beneficiar a Mundial – fabricante de produtos para indústria têxtil, cuidados pessoais de mãos e pés e utensílios domésticos – e minimizar os efeitos de um eventual aumento do desemprego. “Se isso ocorrer, podemos ter um problema mais grave, porque aí sim pode faltar dinheiro no mercado.”

Em 2007, a Mundial S.A. teve um faturamento de R$ 380 milhões. A companhia possui fábricas no Rio Grande do Sul (Caxias do Sul e Gravataí), além de escritórios nos Estados Unidos, na Argentina e na China.

Ciclo de debates sobre a crise

O comitê de Finanças desta sexta-feira (14/11) integra o “Ciclo de Discussões da Crise Financeira Internacional” realizado pela Amcham-Porto Alegre. A série de encontros para analisar o tema se iniciou no comitê de Construbusiness no final de outubro.

Reportagem de Vinícius Spindler



Para participar do comitê de Finanças da Amcham-Porto Alegre ou conhecer seu trabalho, clique aqui.


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