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Gestão baseada na confiança cria diferencial competitivo nas empresas

18/05/2009

Marco Tulio Zanini,
professor de Gestão de Estratégia de Pessoas da Fundação Dom Cabral
Na era do conhecimento, as relações de confiança devem ser cada vez mais reforçadas pelas companhias. Somente dentro de um ambiente propício à colaboração, diferenciais competitivos são criados, levando à perenidade dos negócios. A análise é de Marco Tulio Zanini, professor de Gestão de Estratégia de Pessoas da Fundação Dom Cabral e autor do livro “Confiança- o principal ativo inatingível de uma empresa” (Elsevier, 2007).

“A liderança deve desenvolver aos poucos a autonomia de cada um, trabalhar canais de comunicação e trazer as pessoas para uma reflexão crítica daquilo que elas fazem. Por exemplo, as regras e processos da organização ajudam efetivamente a entregar valor? O que precisa ser modificado? Ou seja, é preciso criar um ambiente interessante às contribuições, às novas idéias”, explicou Zanini, que participou nesta segunda-feira (18/05) do comitê de Gestão de Pessoas da Amcham-São Paulo.

O professor destacou que, para estabelecer confiança, é preciso alterar a estrutura de remuneração, benefícios e incentivos para que os funcionários fiquem estimulados a colaborar e se sintam respeitados. “Não é preciso romper com a hierarquia. A solução não passa por isso. A mudança consiste em fazer com que a alta administração reconheça a importância de cada colaborador no processo e produção”, comentou.

Para Marco Tulio Zanini, nesse caminho, os papéis da liderança são:

  • Mostrar um norte, dar um sentido de direção;
  • Comunicar constantemente, ser transparente;
  • Fortalecer o sentimento de pertencimento à organização;
  • Envolver a equipe em planos para reduzir ou contornar os efeitos de crises.

    Case AES Brasil

    A diretora de Desenvolvimento de Pessoas da AES Brasil, Leila Gandos, também esteve no comitê da Amcham. Segundo ela, a empresa de geração, distribuição e comercialização de energia, com 5,7 mil funcionários no País, buscou migrar de um modelo de gestão estatal para um que priviligia a autonomia dos colaboradores em 2003, mas a iniciativa não surtiu o resultado desejado porque foi muito extremista. Depois, foi elaborado um plano de transição mais estruturado e, a partir de então, ocorreram avanços.

    “As pesquisas de clima têm sido essenciais para o desenvolvimento dos líderes, assim como as avaliações 360 graus. São consideradas 14 competências, sendo a maioria comportamentais, relacionadas com valores”, afirmou Leila. De acordo com ela, além dos resultados positivos, cabe aos líderes ensinar, dar feedback e envolver a equipe em todas as iniciativas.

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