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Escritórios de advocacia precisam investir em nichos de mercado

05/06/2009

Ana Luiza Boranga,
consultora e presidente da Fenalaw
Diante de um cenário de crise econômica mundial, a melhor estratégia para um novo escritório de advocacia se consolidar em uma região é o investimento em novos nichos específicos de mercado, garante Ana Luiza Boranga, que é consultora especializada no setor jurídico e presidente da Fenalaw.

“Os escritórios que apostam em nichos específicos de atuação são os que mais crescem atualmente, já que concentram seus esforços e recursos no domínio de apenas um segmento de mercado”, afirma ela, que participou nesta quinta-feira (05/06) do comitê de Legislação da Amcham-Recife.

A fim de que a estratégia tenha sucesso, Ana Luiza recomenda a análise prévia dos negócios e da economia da região onde se pretende abrir um novo escritório. “É preciso realizar uma pesquisa de mercado para analisar a viabilidade e não comenter o erro de escolher um nicho que seja apenas da preferência pessoal do sócio majoritário do empreendimento.”

O próximo passo, de acordo com a consultora, é investir na capacitação e na especialização dos colaboradores. “O que faz a diferença entre um escritório e outro não é apenas o serviço jurídico prestado, e sim a qualidade dos advogados e do trabalho desenvolvido”, diz ela.

Ana Luiza considera que, se cumpridos esses requisitos, o escritório conseguirá em pouco tempo se posicionar e ganhar o mercado. “Ao focar em um nicho específico e com o desenvolvimento de um trabalho de excelência, o escritório conseguirá em um curto período se tornar referência”, conclui ela.

Próximo comitê

A próxima reunião do comitê de Legislação da Amcham-Recife acontece na primeira semana de julho. Em pauta, estará a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que estabelece novas regras e restringe o pagamento de dívidas do precatório.

A chamada PEC dos Precatórios, já aprovada no Senado, prevê leilões entre os credores para baixar os débitos do Poder Público reconhecidos em ação judicial. A proposta vem sendo condenada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).



Para participar ou conhecer o trabalho desenvolvido pelo comitê aberto de Legislação da Amcham-Recife, clique aqui.


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