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Pequenos empresários ainda desconhecem condições de financiamento

30/06/2009

Marcelo Nakagawa,
professor da Fundação Vanzolini e da Fundação Instituto de Administração (FIA)
As empresas de pequeno porte subutilizam as fontes de financiamento disponíveis no Brasil, avalia Marcelo Nakagawa, professor de Empreendedorismo e Plano de Negócios da Fundação Vanzolini e da Fundação Instituto de Administração (FIA).

“Na maioria das vezes, os pequenos empresários veem os empréstimos bancários como inatingíveis. No entanto, existe uma gama de produtos com taxas de juros menores e, nos casos de projetos de inovação, até a fundo perdido, não reembolsáveis”, disse Nakagawa, que participou do seminário sobre “Planejamento Estratégico- O Desafio de Crescer de Forma Eficaz” nesta terça-feira (30/06) na Amcham-São Paulo.

De acordo com ele, é necessário que haja maior conscientização sobre as linhas do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Esta é uma das formas de assegurar sustentabilidade aos negócios e o desenvolvimento do País.

Dentre os produtos oferecidos a esse público, estão capital de giro, antecipação de recebíveis tanto de vendas domésticas como de exportações, financiamento de máquinas, equipamentos e também recursos para desenvolvimento de produtos e serviços com diferenciais inovadores.
“Os valores que se pagam em algumas linhas subsidiadas sobretudo pelo BNDES são ajustados pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais o custo de gestão. Se a obtenção for via bancos associados, além do custo do BNDES, há o spread”, explicou o professor. Conforme ele, no caso das linhas diretas do BNDES, chega-se a se pagar um terço a menos do que no mercado.

Medida salutar

Nakagawa afirmou que hoje o quadro está melhorando para os pequenos e médios empresários, uma vez que há tendência de queda da taxa de juros.

Nesta segunda-feira (29/06), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a redução da TJLP de 6,25% ao ano para 6% anuais no terceiro trimestre de 2009. Há oito trimestres não havia redução da TJLP.

O ministro também informou a diminuição do custo do dinheiro repassado pelo Tesouro Nacional para o BNDES. Segundo Mantega, a partir de agora, em vez de TJLP mais 1%, o Tesouro cobrará apenas a TJLP dos recursos que serão aportados no BNDES para linhas de financiamento.

O governo repassou R$ 100 bilhões para o BNDES, dos quais uma parte já foi transmitida a custo de TJLP mais 2,5% ao ano. A tendência agora, de acordo com o ministro, é que as linhas fiquem ainda mais baratas.




Reportagem de Daniela Rocha

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