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Projetos de ampliação de Viracopos e Trem de Alta Velocidade movimentam Campinas

02/07/2009

Guilherme Quintella,
especialista em Trens de Alta Velocidade
Dois novos projetos que podem se tornar realidade até 2014 - a expansão do Aeroporto Internacional de Viracopos e o lançamento do Trem de Alta Velocidade (TAV), que ligará as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro - prometem alavancar o crescimento socioeconômico campineiro nos próximos anos.

“O impacto positivo desses projetos é de interesse da Prefeitura de Campinas, assim como de outras prefeituras da região, já que a intenção é atrair desenvolvimento, emprego e renda”, afirmou Osmar Costa, secretário municipal de Infraestrutura de Campinas, no seminário de Infraestrutura Logísta que a Amcham-Campinas promoveu na quinta-feira (30/06) para debater o tema.

Ricardo Luize,
gerente de Logística de Cargas da Infraero
No caso do aeroporto, a ideia é que o transporte de passageiros, estimado em 1,08 milhões de pessoas em 2008, chegue à casa dos 8 milhões em 2015 e ultrapasse 50 milhões até 2025, revelou Ricardo Luize, gerente de Logística de Cargas da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Com essa expansão, a projeção nacional do aeroporto deixará de se concentrar apenas no transporte de cargas.

Já o TAV poderá transportar até 360 mil passageiros por dia, segundo Guilherme Quintella, diretor regional da União Internacional de Ferrovias e presidente da Estação da Luz Participações (EDLP). “Ainda não possuímos essa demanda, mas em países que estão acostumados a utilizar esse tipo de tecnologia, como o Japão, o número se concretiza. Quando se planeja um novo sistema de alta velocidade, não se trabalha para o dia da inauguração, mas para o futuro. Devemos pensar em quem serão os possíveis clientes”, argumentou ele.

Expectativa positiva

Os projetos têm sido bem avaliados pelo empresariado e por entidades setoriais.

Vicente Abate,
presidente da Abifer
“A Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer) apoia o projeto do TAV e defende o máximo índice de conteúdo nacional na fabricação dos itens ferroviários. A indústria ferroviária brasileira possui capacidade instalada para atender à fabricação do TAV e um corpo técnico altamente especializado”, declarou Vicente Abate, presidente da associação.

Para o setor privado, a execução das duas iniciativas facilitará o incremento do comércio exterior do País, além aumentar a fluidez e a rapidez no atendimento ao mercado interno.

“Nossos produtos possuem alto índice de customização e buscamos sempre atender às necessidades específicas de cada cliente ou colaborador da maneira mais rápida. A ampliação da infraestrutura logística da região dá suporte para que possamos fazer isso de maneira ainda melhor, ampliando nossos negócios, reduzindo os precessos e beneficiando diretamente a empresa”, afirmou Ernerto Levy, gerente de Logística da Motorola.

Apesar de sentir impactos diretos das turbulências globais, tanto na exportação quando na importação de itens, a Eaton também se mostra entusiasmada com as novidades. “Sempre fomos grandes usuários do aeroporto de Viracopos, mas diminuímos drasticamente o transporte de produtos neste momento de crise mundial. Esperamos que esse novos investimentos dêem folego novo aos negócios da companhia”, disse Antônio Meduna, gerente de Assuntos Governamentais, Exportação e Importação.

Também presente ao evento da Amcham, Mauricio Vasconcellos, presidente da concessionária rodoviária Autoban, lembrou a importância de que, ao lado do aeroporto e do novo trem, seja dada atenção também a outros modais de transporte, de modo especial o rodoviário, que ainda concentra a maior parte da logística nacional. “Apesar do crescimento, a capacidade do aeroporto é limitada e o Trem de Alta Velocidade será, em princípio, voltado principalmente a passageiros. Portanto, o estímulo à melhora do modal rodoviário deve continuar, mas sem deixar de lado todos os demais.”

Nova força tarefa

O evento marcou também o lançamento de uma nova força tarefa da Amcham, que será composta por empresários de diversos setores para apoiar a implementação dos dois projetos.

O grupo prepara para breve sua primeira reunião, quando traçará seus principais objetivos e sua agenda de trabalho. A ideia é agir como ponte entre o setores público e privado de forma a contribuir para o alinhamento dos interesses e para a aceleração do início das obras.

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