![]() Sexta, 12 de março de 2010 - 01:39 |
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EVENTOS
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Setor automotivo pode crescer entre 3% e 4% em 2009, diz presidente da Ford 06/07/2009
“Ainda estamos fechando as estimativas. No início do ano, todos esperavam que 2009 repetiria exatamente o mesmo desempenho do ano passado, o que já era fantástico. Agora, acreditamos que há chance de crescimento entre 3% a 4% em relação a 2008, que já foi um ano de recorde histórico de vendas no Brasil”, afirmou Oliveira. Ele participou na quarta-feira (01/07), na Amcham-São Paulo, da comemoração antecipada do 4 de julho, aniversário da independência dos Estados Unidos. Na análise do executivo da Ford, a ampliação do poder aquisitivo da população e a retomada da oferta de crédito – com melhores condições de financiamento, queda das taxas de juros e prazos até 80 meses – têm sido determinantes para a boa performance. “Acreditamos que, com a extensão da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) até setembro e o gradual retorno aos valores normais do tributo até o final do ano, as vendas devem continuar em patamar muito positivo nos próximos seis meses”, acrescentou Oliveira. Primeiro semestre As vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus novos no País cresceram 21,5% em junho sobre maio, atingindo o nível recorde de 300.174 unidades, segundo a Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). No acumulado do primeiro semestre, as vendas tiveram alta de 3% sobre igual período de 2008, chegando a um patamar também inédito de 1,45 milhão de unidades. No caso da Ford, conforme Marcos de Oliveira, houve o ganho de um ponto porcentual de participação de mercado. “Nos mantivemos na quarta posição, mas continuaremos crescendo”, assegurou. Em junho, a montadora comercializou 31 mil unidades, o maior volume de vendas registrado em um único mês. Quanto às exportações da montadora, houve queda no primeiro semestre devido à retração nos mercados consumidores latinoamericanos. “A produção não está acompanhando necessariamente as vendas devido à redução das vendas externas”, explicou o executivo. Recuperação da economia Marcos de Oliveira aposta na retomada mais consistente da economia brasileira a partir do quarto trimestre deste ano. Ele baseia a projeção otimista no processo de estabilização da economia americana e no aumento da demanda internacional por commodities brasileiras. Estes aspectos, conjugados ao potencial do consumo interno e à manutenção das boas condições de financiamento, surtirão efeito positivo nos diversos setores. “Existe ainda uma série de iniciativas do governo federal, de investimentos em infraestrutura, e também a oportunidade de crescimento do setor de construção civil, que deverão alavancar a economia como um todo”, concluiu. Reportagem de Daniela Rocha
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