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Brasil terá quase 9 milhões de micro e pequenas empresas em 2015

02/02/2010

Ricardo Tortorella,
diretor superintendente do Sebrae-SP
As micro e pequenas empresas (MPEs) brasileiras, que somavam 4,1 milhões em 2000, se aproximarão dos 9 milhões em 2015, segundo cálculos do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Para 2010, a estimativa da entidade é de 6,8 de MPEs no País.

“Prevemos dobrar o número de MPEs, chegando a 8,8 milhões”, disse Ricardo Tortorella, diretor superintendente do Sebrae-São Paulo, em participação no comitê de Empreendedorismo da Amcham-Sâo Paulo nesta terça-feira (02/02).

Com essa evolução, o Brasil deve atingir nos próximos cinco anos a marca de 24 habitantes para cada empresa, nível próximo ao conquistado por países europeus como França e Alemanha, que adotam desde o pós-segunda guerra mundial uma política pública focada no desenvolvimento do segmento. No começo da década de 2000, a proporção computada no País era de 42 habitantes para cada companhia.

“É cada vez maior a dependência do Brasil em relação às MPEs. A grande empresa é que gera PIB (Produto Interno Bruto), mas quem cria distribuição de renda são as micro e pequenas. A tendência é que esse movimento se acelere nos próximos anos”, pontuou Tortorella.

Ainda conforme o Sebrae, os quase 9 milhões de MPEs esperados para 2015 estarão divididos da seguinte forma: 4,8 milhões no comércio (51%); 2,9 milhões em serviços (34%); e 1 milhão na indústria (11%).

Tendências

Na percepção do Sebrae-SP, as principais tendências de negócios que se colocam hoje para as micro e pequenas empresas estão ligadas aos seguintes nichos:

  • Mundo digital: educação digital, shopping virtual, entre outras atividades;
  • População com mais de 60 anos: lojas especializadas;
  • Cuidados com saúde: cursos, atividades e lojas especializadas;
  • Emancipação do consumo infantil: centros de experiência e lazer, brinquedos, cursos e livros, entre outros;
  • Animais de estimação: pet shops e novos serviços;
  • Responsabilidade social: créditos de carbono, comércio justo, reciclagem e ações sociais;
  • Ecossoluções: prédios ecológicos, cursos, brindes que levem em conta o conceito de sustentabilidade;
  • Busca espiritual: retiros, roupas, livros;
  • Estética: cirurgias plásticas e outros serviços;
  • Pessoas que moram sozinhas: serviços domésticos especializados;
  • Mais tempo em casa: serviços em domicílio;
  • Sensação de insegurança: lojas e sistemas de segurança, sistema “leva-e-traz”.

    Para ter sucesso nesses e em outros setores, Ricardo Tortorella destaca a importância do desenvolvimento de um maior comportamento empreendedor, o que passa por iniciativa, estabelecimento de metas, comprometimento, exigência de qualidade, persistência e disposição para correr riscos. “Isso se aprende”, garantiu ele.



  • Para participar do comitê de Empreendedorismo da Amcham-São Paulo ou conhecer seu trabalho, clique aqui.


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