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BlackRock lançará três novos fundos de investimento no Brasil ainda em fevereiro

03/02/2010

Saulo Mendes de Almeida,
diretor de Vendas e Mercado de Capitais da BlackRock Brasil
A americana BlackRock, maior gestora independente de recursos do mundo, responsável pela administração de US$ 3,3 trilhões em ativos de clientes em 100 países, lançará três novos fundos de investimentos no Brasil até o final deste mês.

“Hoje administramos R$ 500 milhões no País, mas devemos chegar a R$ 700 milhões com a criação de três novos fundos em fevereiro. Depois, nossa intenção é mais que dobrar o volume até o final do ano”, anunciou Saulo Mendes de Almeida, diretor de Vendas e Mercado de Capitais da BlackRock Brasil. Ele participou nesta quarta-feira (03/02) do comitê de Finanças da Amcham-São Paulo.

Segundo o executivo, a BlackRock trabalha com a estratégia de desenvolver o mercado de ETFs (Exchange Traded Funds) no Brasil, isto é, fundos de investimento em índice com cotas negociadas em bolsa de valores. A gestora contava com três fundos no Brasil lançados em 2009 – um ligado ao índice Bovespa, um de Small Caps (pequenas empresas) e outro de Middle and Large Caps (médias e grandes empresas).

Neste mês de fevereiro, a gestora criará outros três fundos, sendo dois setoriais – mercado imobiliário e consumo – e o outro relativo ao IBX-100 (indicador que mede o retorno de uma carteira hipotética composta por 100 das ações mais negociadas em termos de número de negócios e volume financeiro da BM&FBovespa). Já estão em estudo também novos fundos setoriais para o segundo semestre.

A princípio, a BlackRock focará fundos passivos, que buscam replicar a lucratividade dos benchmarks indicados. “Ainda é muito cedo para pensar nos fundos ativos (que visam superar os benchmarks).”

Almeida afirmou ainda que a BlackRock já negocia parcerias com bancos no País para que os produtos, hoje destinados apenas a investidores institucionais, também cheguem ao varejo.

A BlackRock reúne hoje 15 profissionais no Brasil e espera dobrar seu quadro até o final do ano, conforme o diretor.

Brasil é prioridade

O Brasil é apontado como prioritário nos planos de crescimento da BlackRock e, de acordo com Saulo Mendes de Almeida, dentre as principais vantagens que apresenta em relação a seus concorrentes do bloco Bric (que inclui também Rússia, Índia e China), estão facilidade de acesso ao mercado de capitais, maior liquidez e transparência.

O diretor considera que o País conquistou estabilidade macroeconômica e conta com o benefício de ter um mercado doméstico em ascensão, com oportunidades para variados segmentos.

Sondagens da BlackRock indicam que o Brasil terá aproximadamente 20 IPOs (novas ofertas públicas de ações) ainda neste primeiro semestre e que a BM&FBovespa encerrará o ano com 75 mil pontos. Para que o mercado de capitais se desenvolva em um ritmo mais acelerado, Almeida avalia que são fundamentais ações na área da educação, assim como aperfeiçoamento de marcos regulatórios.

A gestora BlackRock trabalha atualmente com as seguintes projeções para o Brasil em 2010: crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 6%; inflação em torno de 4,5%; e taxa Selic de 11,5%.



Reportagem de Daniela Rocha



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