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Self-booking permite economia de até 15% em viagens corporativas

09/02/2010

Luigi Botto,
diretor da Argo IT
A utilização do self-booking – sistema de auto-reserva online de vôos, hospedagens e outros serviços relacionados – pode levar a uma redução dos gastos com viagens corporativas entre 10% e 15%, estima Luigi Botto, diretor da Argo IT, especializada nesse tipo de solução.

“Normalmente, se a empresa procurar de maneira convencional as agências, obterá três alternativas de vôos e tarifas. Com o self-boking, o número de opções sobe para 70. Com isso, já se consegue um ganho de valores de 10% a 15% e, se levarmos em consideração outros fatores, caso de tempo economizado nas buscas, gama ampla de oportunidades e facilitação de gerenciamento, a economia pode ser ampliada”, disse Botto, que participou nesta terça-feira (09/02) do comitê de Viagens & Negócios da Amcham-São Paulo. Ele acrescenta que essa economia é especialmente significativa quando se observa que as despesas com viagens estão atualmente entre as cinco maiores das companhias.

A auto-reserva permite alinhar sistemas e tornar mais claras as políticas de viagens das corporações, o que inclui esquema de autorizações, formas de pagamento adotadas, determinação de valores máximos pagos por trechos e hospedagens, e compromissos com a sustentabilidade. “O self-booking auxilia ainda na logística de pessoal. Por exemplo, quando três executivos se encontram em uma cidade, eles podem, eventualmente, utilizar apenas um carro alugado”, pontuou o especialista.

Luigi Botto avalia que as empresas dispostas a investir em seus próprios sistemas de self-booking e no treinamento de profissionais para operá-los devem ter gastos mínimos com viagens da ordem de R$ 500 mil ao ano. Com este volume, é possível obter o retorno do investimento – que varia de acordo com a complexidade de cada companhia – entre 12 e 18 meses. Uma opção para quem não se encaixa nesse perfil são os serviços de agências de viagens. Diversas delas oferecem opção de contratação de auto-reserva.

Auto-reserva em números

Os Estados Unidos são os pioneiros do self-booking. A ferramenta surgiu há 15 anos naquele mercado e é empregada hoje por 45% de suas organizações. No Brasil, conforme o diretor da Argo IT, a auto-reserva chegou há quase cinco anos e sua utilização ainda é incipiente, atingindo somente cerca de 6% das empresas.

O mercado de viagens corporativas no País movimentou R$ 17,6 bilhões em 2009 contra R$, 17,4 bilhões em 2008, segundo cálculos da Associação Brasileira dos Gestores de Viagens Corporativas (Abgev). Desde 2006, quando saiu de um patamar de R$ 15,7 bilhões, o segmento apresenta crescimento.


Reportagem de Daniela Rocha



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