![]() Quinta, 02 de setembro de 2010 - 11:32 |
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EVENTOS
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Febraban estima expansão de 20,6% do crédito no Brasil em 2010 03/03/2010
“É uma trajetória de crescimento importante e significativa, mas não explosiva, algo exagerado que coloque em risco a estabilidade. Não é uma bolha. O Brasil estava bem preparado para superar a crise e acabou sofrendo menos seus efeitos. Ao sair mais rápido da turbulência, tem encontrado oportunidades. A economia está crescendo e o sistema financeiro está capitalizado”, destacou Sardenberg. Ele participou nesta quarta-feira (03/03) do comitê de Finanças da Amcham-São Paulo e salientou o forte potencial do mercado interno, que exerce papel fundamental nesse cenário positivo. O economista ressalta que, ao longo de 2010, a expansão do crédito será mais equilibrada entre as grandes e pequenas e médias instituições, assim como entre as públicas e privadas. Ele lembra que no período de enfrentamento da crise, que também foi de maior risco e baixa liquidez, os bancos públicos exerceram papel de destaque e se beneficiaram com a ampliação das carteiras. Atualmente, no setor privado, os pequenos e médios se recuperam e os grandes também contam com mais recursos. “A competição será maior ao longo do ano, o que é uma boa notícia para quem toma crédito”, apontou. Números da retomada
Nilton Pelegrino Nogueira, diretor do Departamento de Empréstimos e Financiamentos do Bradesco, confirma a tendência. No caso da instituição, o aumento dos recursos disponíveis para pequenas e médias empresas aumentará de 28% a 32%. O executivo também indicou que a área de financiamentos imobiliários continuará em franca evolução. “O crédito imobiliário no Brasil representa hoje só 2,8% do PIB, mas, em dez anos, estima-se que atingirá 10%.” O Bradesco tem uma carteira de R$ 228 bilhões, sendo R$ 65 bilhões voltados a pequenas e médias empresas; R$ 81 bilhões para grandes corporações e R$ 82 bilhões para pessoas físicas. Para a Febraban, a inadimplência seguirá em ritmo de queda em 2010. Atualmente no patamar de 5,7% (sendo 7,7% em pessoas físicas e 3,8% para jurídicas), atingirá 4,5% no final do ano, segundo projeções da entidade. O spread bancário – diferença entre o custo de captação e os juros cobrados na ponta –, que chegou a um pico de 30,7% no auge da crise, está hoje no patamar de 25,1%. “O spread não deverá ter grandes oscilações daqui para a frente. Ele atingiu um certo patamar de equilíbrio”, destacou. Análise de riscos O economista-chefe da Febraban avalia que os possíveis riscos para a economia brasileira neste ano estão concentrados em novos fatos que possam surgir no âmbito externo. Para ele , as eleições não representam preocupação. “O risco eleitoral parece baixo. O mercado não tem demonstrado receio em relação aos candidatos.” Quanto à macroeconomia, Sardenberg destaca que o governo está trabalhando para evitar problemas fiscais e que o Banco Central age corretamente no controle da inflação. Na Amcham, Rubens Sardenberg também comentou que o fim dos descontos no recolhimento dos depósitos compulsórios não representará reflexo significativo na taxa Selic. “Apesar de ter um impacto indireto, ele é muito pequeno, dadas as condições da economia, que segue muito líquida.” A Febraban projeta que a Selic, atualmente em 8,75%, encerre o ano em 11, 25%. “A taxa subirá no Brasil, mas não como das outras vezes. Os juros aumentarão para que possamos crescer entre 4,5% e 5% – ou então 6%, mas com pressão inflacionária relevante”, concluiu. Reportagem de Daniela Rocha
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