![]() Quinta, 02 de setembro de 2010 - 11:32 |
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EVENTOS
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Brasil e EUA precisam de diálogo sem altos e baixos, diz Thomas Shannon 08/03/2010
“Temos que encontrar um modo para que o diálogo seja constante, de alto nível, aberto, fluente e respeitoso”, disse Shannon no evento em São Paulo. O embaixador analisou a visita da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, ao Brasil na última quarta-feira (03/03). Para ele, diferentemente do que se noticiou, os encontros de Hillary com autoridades e empresários brasileiros foram muito além do debate em torno das questões de energia e segurança relativas ao Irã. Shannon destaca as conversas sobre cooperação nas áreas de educação, facilitação de comércio, investimentos e viagens entre os dois países, e ainda a assinatura de memorandos de entendimento nas áreas de mudanças climáticas, discriminação contra mulheres e cooperação trilateral no Haiti, na África e em outras regiões na América Central. Shannon lembrou que a viagem de Hillary fugiu ao padrão convencional por incluir também em sua agenda a interação com estudantes na Faculdade Zumbi dos Palmares, que promove a inclusão de afrodescendentes no ensino superior. Isso permitiu que ela vivenciasse na prática o que cidadãos brasileiros pensam sobre os EUA. Acordo contra bitributação Questionado sobre a possibilidade de que Brasil e EUA contem em breve com um tratado que evite a bitributação, Thomas Shannon declarou que as negociações não são fáceis, mas vêm caminhando, e que um importante passo foi dado na recente aprovação pela Câmara dos Deputados brasileira de um acordo para troca de informações tributárias entre os dois países. “Temos o compromisso dos presidentes Obama e Lula para continuar a trabalhar nesse tema, que tem grande importância para atrair investimentos”, disse. Contencioso do algodão No que toca ao contencioso do algodão, Shannon negou qualquer ameaça na direção de uma contrarretaliação pelos EUA caso o Brasil de fato aplique as sanções autorizadas pela OMC. “Reconhecemos o direito brasileiro de retaliação, mas esperamos achar uma maneira de evitá-la. Faremos todo o possível para isso”, afirmou. Ele ainda confirmou a vinda de uma delegação do governo americano na próxima semana para encaminhar negociações sobre o assunto. Reportagem de Daniela Rocha e Giovanna Carnio
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