A vitória de Barack Obama, após longa e disputada campanha eleitoral nos Estados Unidos, tem um importante significado de esperança e mudança. O primeiro presidente americano negro, que se sobressaiu por seu carisma e sua inteligência aguda, abre uma grande oportunidade para o avanço das relações bilaterais Brasil-EUA.
Temos que aproveitar este momento. As similaridades entre Brasil e EUA se ampliam com a vinda do novo líder. Estamos na frente do jogo da integração racial, somos países com dimensão continental, línguas únicas, apostamos em combustíveis alternativos e temos democracias consolidadas.
A proximidade, contudo, não basta. Em um momento crítico como o atual, os olhos do presidente eleito estarão voltados essencialmente para os problemas internos do país e caberá ao Brasil se movimentar rapidamente para se inserir na lista de prioridades da nova administração.
A Amcham terá uma postura sempre atuante nesse processo, pronta a contribuir para o estreitamento dos laços comerciais e políticos dos dois países. Entendemos essa proximidade como fundamental também para que o Brasil continue a atravessar as turbulências do cenário internacional sem grandes solavancos.
As ações do Banco Central nesse sentido, incentivando a tranqüilidade dos agentes no mercado interno, têm sido decisivas. Uma demonstração da competente gestão do BC frente à crise está no convênio estabelecido com o Federal Reserve para troca de moedas no valor de US$ 30 bilhões até 30 de abril de 2009, dinheiro que poderá ser utilizado pelo País a qualquer momento sem custos. O acordo comprova também as boas relações que o Brasil já mantém com os Estados Unidos e serve como pequena amostra de quanto o País tem a ganhar fortalecendo ainda mais essa ligação.
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