![]() Terça, 06 de janeiro de 2009 - 02:40 |
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Mensagem aos sócios
A Amcham tem promovido importantes encontros de líderes governamentais e empresariais neste período de solavancos e incertezas, mas que têm proporcionado, também, certa dose de otimismo fundamentado.
Em outubro, em sua terceira visita à Amcham em dois anos, o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Carlos Gutierrez, pediu paciência ao mercado e assegurou que o conjunto de medidas anticrise que vêm sendo adotadas pelos Estados Unidos e pela Europa deve começar a surtir efeito em breve e permitir a retomada do crescimento econômico no médio prazo. Henrique Rzezinski, presidente da seção brasileira do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos, destacou que, a despeito das turbulências, o relacionamento entre Brasil e Estados Unidos deve avançar. Para o executivo, a recente aprovação da renovação do SGP por mais um ano e a manutenção do Brasil no mecanismo demonstram essa tendência de estreitamento. Welber Barral, secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, afirmou acreditar no cumprimento da meta de vendas externas deste ano, prevista em US$ 202 bilhões, mesmo com a corrente situação econômica mundial e possíveis dificuldades dos exportadores nacionais. Já o ministro do Turismo, Luiz Barretto, declarou ver no mercado interno e na América Latina grandes oportunidades para expansão do fluxo turístico em meio à crise. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que também passou pela Amcham, por sua vez lembrou o comportamento cíclico da economia, que repete altas e baixas ao longo da história. Ciente dos desafios a serem enfrentados, ele aposta na tendência de estabilização futura. Se a crise atual ditou o tema de boa parte dos debates, a Amcham também fez questão de garantir espaço para uma discussão de longo prazo, a sustentabilidade do planeta. No evento Amazônia – Dilemas e Oportunidades, idealizado pelo Prêmio ECO, a entidade promoveu a apresentação de estudo da USP que calcula em US$ 544 bilhões o saldo positivo do Brasil entre crescimento da economia e conservação de recursos naturais em 2050. O encontro também contou com a presença de Roberto Mangabeira Unger, ministro de Assuntos Estratégicos, que defendeu a regularização fundiária como ponto de partida para a preservação combinada com desenvolvimento sustentável e inclusão social na Amazônia. Em esforço nacional, a Amcham realizou ainda o CEO Fórum em suas unidades regionais, que neste ano priorizou a análise do desenvolvimento sustentável com alguns dos principais executivos do País. O assunto continuará em foco na Amcham e terá especial destaque em dezembro, quando ocorre a cerimônia de entrega do Prêmio ECO, já marcada para o dia 8. |
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