Inteligência emocional: uma habilidade estratégica para quebrar barreiras em tempos de crise

publicado 20/03/2020 16h52, última modificação 20/03/2020 16h52
Brasil – Além de aumentar o engajamento das equipes, a inteligência emocional aumenta capacidade de empatia do líder em situação de conflito
INTELIGÊNCIA EMOCIONAL: UMA HABILIDADE ESTRATÉGICA PARA QUEBRAR BARREIRAS EM TEMPOS DE CRISE

Inteligência Emocional: Uma habilidade estratégica para quebras barreiras em tempos de crise

Há alguns anos, a forma de trabalho era baseada em comando e controle – e isso funcionava muito bem. Porém, nem sempre essas decisões técnicas levam aos melhores resultados. Com a chegada de profissionais das gerações Y e Z ao mercado de trabalho, as empresas foram obrigadas a reinventar modelos de liderança para engajar os colaboradores e continuar trazendo resultados positivos.

Para ser líder no cenário atual, é imprescindível dominar competências emocionais, como respeito, confiança, integridade, autoconsciência e empatia. De acordo com o estudo Future of Jobs Survey 2018 do Fórum Econômico Mundial, até 2022 a procura por capacidades de Inteligência Emocional, Pensamento Analítico e Inovação, Aprendizado Ativo e Criatividade será mais intensa do que a de profissionais com perfis exclusivamente técnicos.

 “Hoje, tenho que criar um ambiente de iniciativa, criatividade e paixão no trabalho. E eu crio esse ambiente não com capacidade intelectual, mas emocional. Daí a relevância da Inteligência Emocional, porque é ela que me habilita a estimular os dons individuais de cada um”, afirma Carlos Aldan, CEO da Kronberg. Sabendo a importância desta habilidade para quebrar barreiras em tempos de crise, lançamos um e-Book gratuito sobre o tema. Acesse o material completo aqui.

 

MOTIVADORES INTRÍNSECOS É O QUE VALEM

Uma pesquisa da Oxford Economics, a Workforce 2020, feita na empresa alemã SAP, revelou que as novas gerações são mais estimuladas por motivadores intrínsecos – relacionamento, reconhecimento, pertencimento e propósito são os principais, segundo o levantamento.

Para endereçar esses motivadores e aumentar o comprometimento da equipe, é fundamental que o líder seja inspirador. E o que determina essa capacidade é a inteligência emocional do profissional. “O desafio da liderança é incorporar as dimensões de líder inspirador e de líder coach, para libertar os dons de iniciativa, criatividade e paixão, precursores de inovação. Pagar 20% a mais para o colaborador ser mais criativo não vai funcionar”, defende Aldan.

Nesse contexto, motivadores extrínsecos, como salário, bônus e status, embora indispensáveis, deixam de ser a principal forma de atrair talentos e garantir comprometimento dos colaboradores.

 

A IMPORTÂNCIA DO DIÁLOGO E PROPÓSITO

As gerações Y e Z também valorizam muito o diálogo e o propósito em suas relações profissionais – e, muitas vezes, empresas consolidadas possuem certa dificuldade em enxergar esse novo cenário. Foi o que aconteceu no Brasil com a Siemens Healthineers, que se viu pressionada a diminuir custos e pessoal diante de um contexto desconfortável no setor.

Como foco tradicional em expertise técnica não produziu engajamento e resultados, a companhia passou a trabalhar premissas comportamentais dentro do seu ambiente corporativo. Uma das dimensões atingidas pelos treinamentos de liderança mostrou a

importância de descobrir os propósitos individuais e como eles influenciam as decisões. ZO resultado foi um aumento do nível de comprometimento das equipes, que subiu 37% após a iniciativa.