Não nasci mulher, me tornei: como ajudar suas colaboradoras a serem protagonistas de sua história

publicado 06/03/2020 16h35, última modificação 06/03/2020 17h02
Entenda qual é papel da carreira e das organizações na luta por equidade de gênero
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É papel de todas as empresas falarem sobre igualdade de gênero. No entanto, muitas vezes, o universo corporativo foge das questões mais sensíveis e difíceis quando falamos em disparidade entre homens e mulheres. Uma delas é a violência doméstica – que sim, também é um assunto de negócios. Esse foi o tema principal de nosso e-book que produzimos em 2018, colocando como as corporações podem proteger suas colaboradoras e porquê a violência doméstica afeta a economia.

A publicação digital traz diversos dados: vítimas de violência doméstica perdem, em média, 18 dias de trabalho por ano apenas por consequência direta da agressão – em termos de massa salarial perdida, a cifra chega a quase um bilhão de reais. A conclusão foi divulgada em uma pesquisa da Universidade Federal do Ceará e do Instituto Maria da Penha.

Segundo um estudo realizado nos Estados Unidos, o abuso financeiro está presente em 98% dos casos de violência doméstica. A atitude é configurada como crime no item IV do artigo 70 da Lei Maria da Penha: “qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades”. Por isso, quando falamos em violência física, também falamos em disparidade econômica.

 

MÃE, EU SOU O HOMEM RICO

Outro e-book produzido por nós foi o de equidade de gênero, com dicas para as empresas promoverem o empoderamento econômico da mulher. O tema é, sem dúvida, extremamente atual: apenas 13% das empresas brasileiras têm CEO mulheres, segundo pesquisa realizada pelo Insper com a Talenses. E nós temos orgulho em dizer que somos uma dessas companhias desde 2015, com a entrada da Deborah Vieitas.

O País também ocupa a 92ª posição de diferença salarial num ranking de 153 países, de acordo com a pesquisa do Fórum Econômico Mundial ‘The Global Gender Gap Index’ de 2020. Como, então, daremos poder (leia-se capital) nas mãos de mulheres se a maioria das empresas sequer conta com líderes que as representam?

Além disso, a equidade de gênero representa uma oportunidade de ganho de U$12 trilhões na economia global até 2025. Isso é o que a McKinsey Global Institute revelou em 2015, com base em um extenso estudo. Apenas na América Latina, o crescimento do PIB alcançaria 34%.

 

FALAR DE RACISMO TAMBÉM É PARTE DA LUTA FEMININA

Também é importante lembrar que a diversidade de gênero não pode contemplar apenas mulheres brancas. Falar sobre racismo é fundamental - segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), a média de salário de pessoas brancas é 47% maior do que de pessoas negras. Quando colocamos gênero nessa conta, é ainda mais alarmante: as mulheres negras têm a menor renda entre trabalhadores graduados. O estudo "O Desafio da Inclusão", elaborado pelo Instituto Locomotiva com dados da Pnad Contínua, aponta que a renda média do homem branco que têm superior completo é de R$ 6.702, enquanto a da mulher negra é de  R$ 2.918. Enquanto não falarmos também sobre a diversidade racial e equidade racial na liderança, não alcançaremos de fato a igualdade de gênero.

E não tem problema em admitir que a sua empresa tenha dificuldade em promover a equidade, porque, segundo um estudo que conduzimos em 2016, 76% das companhias brasileiras também o tem. O importante é começar e, principalmente, saber que é urgente começar. Isso porque descobrimos que 69% das mulheres já enfrentaram alguma barreira na trajetória profissional, e 31% perceberam essa barreira durante alguma reunião, relatando ter tido pouco espaço para expor suas ideias ou sendo interrompidas em suas colocações. Quando empresas empoderam mulheres, elas estão, na verdade, dando subsídio para que elas sejam protagonistas da própria vida. 

Procure a nossa #AmchamMulheres no Instagram para encontrar mais inspiração.

 

Separamos outros conteúdos que podem ajudar a sua empresa a fortalecer ações sobre equidade. Para além dos e-books, veja também:

ABRA AS PORTAS PARA A DIVERSIDADE EM 5 PASSOS

KPIS DE DIVERSIDADE - POR QUE, O QUE E COMO MEDIR A INCLUSÃO?

GESTÃO, CULTURA & LIDERANÇA: COMO IMPACTAR AS PESSOAS QUE ESTÃO DENTRO DA SUA EMPRESA