Por que a equidade de gênero é tão importante para o desenvolvimento econômico?

publicado 23/04/2019 10h12, última modificação 06/09/2019 14h27
É muito mais do que igualdade salarial, ela tem impactos na economia global.
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Além de falarmos de igualdade, também temos que falar de equidade. Mas afinal, qual é a diferença entre estes dois termos? Equidade é um conceito que traz sentido de justiça, simetria e conformidade. Ou seja, é uma forma de compensar as desigualdades, e assim, permitir que todos tenham a mesma chance. Já a igualdade, por sua vez, significa não considerar as diferenças entre partes, assumindo que todos têm – ou tiveram – as mesmas oportunidades e assim terão as mesmas chances.  


Então, por que devemos falar primeiro de equidade?


Pela história da humanidade, sempre houve (e ainda há) grupos de minorias oprimidos e que não usufruem das mesmas possibilidades e oportunidades que outros. No caso em questão, observamos como essas diferenças históricas entre homens e mulheres impacta a economia brasileira e latino-americana. Em um ranking que categoriza o nível de desigualdade entre homens e mulheres no mundo, o Brasil é o 95º de 144 países. Ficamos atrás de nações como Venezuela, Cazaquistão, Bangladesh, Zimbabwe, entre outros. Isso exemplifica o quão atrasado nosso país ainda está no tema.

 

Para entendermos o impacto dessa desigualdade, se trabalharmos melhor a equidade de gêneros, a economia latino-americana poderia ter um aumento de 34% no PIB da região até 2025, de acordo com o McKinsey Global Institute. E ainda estamos longe do esperado. No Brasil, mulheres recebem 77,5% dos rendimentos pagos aos homens. Ou seja, para cada R$100 que um homem ganha, uma mulher no mesmo cargo ganha R$77,50. Mulheres representam 37% em cargos de gerência do país (IBGE).

E como o empoderamento econômico das mulheres pode ajudar?


De acordo com o McKinsey Global Institute, ter mulheres em cargos de liderança aumenta em 21% a chance de uma empresa ter o desempenho financeiro acima da média. Mais mulheres em cargos de liderança, mais empresas prosperando economicamente, mais movimentação da economia, assim, o PIB cresce!


O que falta para o mercado corporativo é entender como construir uma profissional para em 10, 15 anos ter mulheres qualificadas em cargos de liderança. Camila Achutti, fundadora da Mastertech, ensina que, em sua empresa, ao invés de abrir uma vaga para um programador sênior, por exemplo, onde a maioria dos candidatos serão homens, o melhor seria abrir uma vaga de estágio ou júnior. Assim, mulheres também conseguirão se candidatar com uma chance justa e, se forem contratadas, poderão crescer e se desenvolver como profissionais.

 

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