Veja 5 recomendações para sua empresa entrar na luta contra a Covid-19

publicado 17/03/2020 13h23, última modificação 30/03/2020 10h28
Brasil – Para além do álcool gel e das dicas de como lavar as mãos, a prevenção envolve trabalho remoto e até suspensão de viagens
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Além do álcool gel e das dicas de como lavar as mãos, a prevenção envolve trabalho remoto como uma das opções

O Brasil entrou para a lista dos 158 países em que a pandemia do Coronavírus já chegou. Para evitar o contágio, recomenda-se que grandes aglomerações e locais fechados sejam evitados, dentre outras medidas como lavar bem as mãos e usar álcool gel 70%.

Com isso, surgem dúvidas em relação ao papel das empresas na luta contra a Covid-19, uma vez que escritórios fechados e cheios de pessoas – a maioria que pega transporte público para se deslocar – são o contrário do recomendado por médicos, autoridades e especialistas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda também uma ‘distância social’ de um metro para evitar o contágio.

“A empresa tem uma responsabilidade social de recomendar melhores práticas para lidar com a prevenção e estimular as pessoas a seguirem as indicações das autoridades de saúde (locais e globais)”, destaca Guilherme Alves, Diretor de RH do Jusbrasil, empresa de tecnologia com mais de 200 funcionários.

A OMS publicou um documento sobre como prevenir o Coronavírus e outras infecções no ambiente de trabalho. Com base no documento e nas dicas de Guilherme Alves e Renato Kfouri, Presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), reunimos cinco dicas de boas práticas para a sua empresa adotar no combate à Covid-19. Confira abaixo:

Optar pelo trabalho remoto sempre que possível

Segundo o médico Renato Kfouri, onde o trabalho remoto (home office) for possível, deve ser sempre a primeira opção. Na visão dele, não é cedo demais para empresas tomarem medidas como essa, pelo contrário, já é necessário e recomendado. “Não existe outra forma de combate e prevenção ao contágio da doença tão eficaz quanto o isolamento e a diminuição do contato”, afirma. O diretor de RH do JusBrasil reforça a mensagem: “Liberem toda,ou o máximo possível, da operação para trabalhar de casa”.

Realizar campanhas de informação

“A informação nesse momento é muito importante”, aconselha Renato Kfouri. Guilherme sugere que as companhias reforcem canais de comunicação interna com dicas de prevenção para trabalhar a conscientização, criem um pequeno comitê de gerenciamento das informações para as pessoas saberem que podem contar com a empresa caso tenham dificuldades é uma das opções e utilizem esses meios para, também, reforçar as decisões que estão sendo tomadas no âmbito global/local.

Afastar funcionários pertencentes a grupos de risco

Segundo a cartilha da OMS, as empresas devem incentivar os funcionários a ficarem em casa, caso apresentem tosse ou febre leve (37.3º ou mais). Além disso, Renato comenta que funcionários em grupo de risco (pessoas diabéticas, com doenças crônicas, cardíacas, com doenças respiratórias, grávidas e com 60 anos ou mais – idade sugerida pela OMS) não podem, de jeito nenhum, correrem o risco de estarem expostas ao Coronavírus, para esse grupo o isolamento ou home office se torna obrigatório.

Urgente: evitar aglomerações e manter o ambiente higienizado e arejado

Como já mencionado, a OMS recomenda uma ‘distância social’ de, no mínimo, um metro. Isso porque o Covid-19 se espalha de maneira semelhante à gripe. Além disso, quando alguém que tem Covid-19 tosse ou espirra, libera gotículas de líquido infectado. A maioria destas gotas cai sobre superfícies e objetos próximos – como mesas e telefones – e podem contaminar outras pessoas que tocam nessas superfícies ou objetos contaminados – que depois encostam em seus olhos, nariz ou boca. Por isso a necessidade também de higienizar com mais frequência o ambiente de trabalho e objetos de utilização pública, como telefones, mesas, corrimões, etc. Reuniões ou qualquer atividades de treinamentos devem acontecer preferencialmente digital ou com limitação de pessoas estabelecida pelo RH, considerando a infraestrutura física de cada empresa.

Suspender viagens a trabalho

Ainda segundo a cartilha da OMS, os empregadores e os empregados devem se perguntar se as viagens a trabalho para países com casos de Covid-19 são realmente necessárias ou se podem ser substituídas por chamadas de vídeo. No caso de serem mantidas, algumas medidas de prevenção devem ser seguidas:

  • Antes da viagem

Certifique-se das últimas informações sobre os locais onde há casos de Coronavírus. Para isso, basta acessar esse link da OMS ou os órgãos responsáveis do país de origem e de destino. No Brasil, o Ministério da Saúde está no momento monitorando 16 países para casos suspeitos. São eles: Alemanha, Austrália, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, França, Irã, Itália, Malásia, Camboja, China, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Japão, Singapura, Tailândia, Vietnã. Evite enviar colaboradores que estão no grupo de risco para países onde já há casos de Coronavírus.

  • Durante a viagem

As empresas devem incentivar seus funcionários a lavarem as mãos regularmente e manter pelo menos um metro de distância das pessoas que estejam com tosse ou espirrando. Além disso, o empregador deve garantir que os empregados em viagens a trabalho saibam o que fazer e com quem entrar em contato, se eles se sentirem mal durante a viagem.

Outro ponto importante é que as instruções das autoridades locais sejam seguidas durante a viagem. Por exemplo, se foi dito que um lugar não deve ser visitado, é importante que a determinação seja seguida. As restrições nos países de destino devem ser seguidas por todos, inclusive os turistas.

  • Ao voltar de viagem

Ao retornar de uma viagem a trabalho, é preciso monitorar possíveis sintomas por 14 dias, caso se tenha viajado para algum país com surto de Coronavírus. A temperatura deve ser medida duas vezes ao dia. Se o funcionário apresentar tosse ou febre baixa (37.3° ou mais), deve ser orientado a ficar em casa e evitar contato próximo com outras pessoas, até mesmo os familiares. Além disso, é importante visitar um médico para o correto diagnóstico.

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