Inovação

Como as empresas estão usando a inteligência artificial em seus negócios

publicado 12/06/2017 11h39, última modificação 12/06/2017 11h39
São Paulo – Sistemas cognitivos podem reduzir custos e aumentar produtividade em processos

A inteligência artificial (IA) hoje é uma das tecnologias mais procuradas por empresas de todos os portes e segmentos, como uma forma de reduzir custos e aumentar a produtividade. Guilherme Novaes, Líder do Watson na IBM, explica que sistemas de inteligência artificial têm quatro pilares: são capazes de entender, raciocinar, aprender e interagir. Esses mecanismos também interpretam os chamados de dados não-estruturados, como texto, foto, vídeo ou som, dentro de um contexto. “Todos já interagiram com um sistema cognitivo e talvez nem tenham percebido”, apontou, durante reunião conjunta dos comitês de Inovação e Tecnologia da Informação e Comunicações da Amcham - São Paulo, no dia 01/06

Essa tecnologia é frequentemente usada na comunicação: cada vez mais as organizações investem em chatbots, softwares que simulam uma conversa humana. “Para a empresa, é um novo canal de comunicação, automático, que funciona o tempo todo, capaz de atender milhares de pessoas simultaneamente, sem os empecilhos que você teria se fosse uma interação humana. [O chatbot] Atende melhor, mais rápido e reduzindo custos”, explica Rodrigo Scotti, CEO e fundador da Nama.

Pesquisas já demonstram que há uma preferência dos clientes em interagir com chats e canais digitais ao invés de canais tradicionais de atendimento. O chatbot vem atender essa tendência, com a possibilidade de automatizar as conversas, mas sem perder o entendimento que está ligado à linguagem natural. “Os dois conceitos da inteligência artificial utilizados no chatbot são o entendimento da linguagem natural e o machine learning, para a máquina ir aprendendo e aprimorando sua comunicação. Formatar um computador para ser inteligente é difícil, mas atualmente estamos programando o computador para aprender a ser inteligente”, resume.

Inteligência Artificial na saúde e no varejo

Na área da saúde, a inteligência artificial pode ajudar na personalização e direcionamento do tratamento. Para Jeane Tsutsui, Diretora Executiva Médica e Técnica do Grupo Fleury, a questão é como usar essa quantidade de dados para melhorar a saúde. “Essa é uma grande oportunidade, principalmente na medicina diagnóstica e preventiva”, aponta. A ideia é explorar o big data para melhor tratamento ao paciente, usar o machine learning como um sistema de apoio à decisão médica e a computação cognitiva para processar esse volume de informações.

A implantação de uma plataforma de big data também ajudou a Natura. Com a tecnologia, a empresa consegue capturar mais dados não-estruturados e direcionar essas informações para cada parte da cadeia. Um exemplo é o planejamento de demanda, a fim de integrar aos processos de aquisição de matéria-prima, fabricação e distribuição. Com a IA, é possível otimizar os processos, reduzindo custos com insumos e maior controle de estoque. "A tecnologia permeia toda a cadeia da Natura com grande intensidade", explica Mario Santiago, VP de Tecnologia e Negócios Digitais da Natura.