A melhora dos negócios depende de foco, inovação e eficiência operacional, diz dirigente da Stefanini

publicado 18/08/2016 14h24, última modificação 18/08/2016 14h24
São Paulo - Ailtom Nascimento fala sobre crescimento em tempos de crise
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Cenários econômicos instáveis quando bem explorados podem resultar em melhoras significativas para os negócios afirma Ailtom Nascimento, vice-presidente da Stefanini. “A crise é sempre uma grande área de oportunidades”, diz o dirigente que esteve ontem, 17, na Amcham São Paulo para falar sobre estratégias de crescimento no Comitê de Diretores Comerciais.

De acordo com Nascimento, dedicar um olhar atento à eficiência operacional da empresa e buscar oportunidades de inovação são caminhos que multiplicam as chances de desenvolvimento. “O melhor momento para inovar é na crise porque as pessoas estão buscando por oportunidades de implementar coisas novas”, aconselha. Entre essas renovações vislumbradas está a Internet of Things (IoT) e a sensorização. Se aplicadas na indústria, por exemplo, esses aperfeiçoamentos podem se tornar fontes de bons resultados, melhorando o desempenho e a produtividade.

A busca pelo crescimento em qualquer segmento, só será efetiva se houver foco, segundo Nascimento. Ele também enfatiza a importância de manter a atenção no target para conquistá-lo. “Mesmo que o caminho não seja o melhor, ele vai dar certo se você tiver foco e muita responsabilidade, principalmente, com os custos, porque o que te mata são os custos”, comenta.

E para aumentar as chances de sucesso, o líder da Stefanini indica a metodologia dos 4 As do Marketing, criada pelo professor brasileiro Raimar Richer. “Quando você define uma meta, o modelo 4 As te ajuda a alcançar essa meta, porque ele te ensina como adaptar a sua atuação, os seus produtos e serviços para aquele mercado que você já analisou”. Segundo ele, a teoria se baseia em um ciclo constante de analise, adaptação, ativação e avaliação (4As).

Questionado sobre o panorama brasileiro, Nascimento se mostra confiante ao dizer que teremos uma fase de otimismo a partir de agora. “Quando o nosso ambiente de negócios mostra que o governo está mais austero, criando controles e limites de gastos, a gente começa a ter um ganho de credibilidade e isso atrai investimentos", ressalta. Para ele, depois do choque de credibilidade será necessário recuperar a economia, o que levará um pouco mais de tempo, mas, ainda assim, o país tende a crescer. “Nós já vamos ter reflexos dessas mudanças no próximo ano, mudanças positivas para nossa economia”, conclui.

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