A roupa de trabalho está mais casual, mas é preciso ter cuidado

por gustavo_galvao — publicado 10/05/2013 09h38, última modificação 10/05/2013 09h38
São Paulo – Consultora de moda dá dicas para as secretárias não exagerarem no vestuário, principalmente no casual day
img_6791.jpg

Está mais fácil incorporar a roupa do dia a dia no ambiente de trabalho. Hoje, os funcionários podem ter a opção de usar, pelo menos uma vez por semana, um vestuário mais casual. Essa é uma tendência cada vez mais difundida dentro das empresas, segundo a consultora de moda Bia Paes de Barros, que é colunista da revista Caras e orienta programas do canal GNT. Ela foi a palestrante do Comitê de Secretariado realizado na quarta-feira (09/05), na Amcham-São Paulo.

Ouça podcast sobre o evento:

 

“A tendência das empresas é, cada vez mais, informalizar o dress code”, afirmou a consultora. De acordo com ela, essa mudança de política dentro das grandes companhias favorece os funcionários, que se sentem desconfortáveis ou não conseguem se adaptar completamente ao figurino exigido pela empresa. “Não tem mais só o casual day, mas a roupa informal para todos os dias, como o jeans e peças com mais estampa e cor”, explicou.

Mas aí que mora o perigo, segundo ela: “Os funcionários ficam muito confusos com essa mudança de política e acabam errando mais”. Por isso, é preciso seguir algumas orientações. A primeira delas é verificar se a empresa tem um código de conduta com um dress code definido para o chamado casual day, que é o dia em que é permitido vir com peças mais informais. “O casual day não é um show day, para mostrar tudo o que o funcionário tem no guarda-roupa”, alerta a consultora.

Casual day

A maioria das empresas optam por estabelecer um casual day em vez de flexibilizar como um todo o dress code. Segundo Bia Paes, é preciso tomar algumas precauções para não fugir do padrão nesse dia, que geralmente é sexta-feira, quando ocorrem eventos como o happy hour. Por isso, muitos investem em algo mais descontraído, mas pode não ser uma boa escolha.

No figurino masculino, a consultora apontou que é preciso tomar cuidado com a informalidade causada com alguns modelos de camisetas polos e jeans. Para as mulheres, o ideal é não usar saltos muitos finos e altos, além de roupas justas e maquiagens pesadas. “Não é uma maquiagem que você faz esperando usar até o final do dia na balada”, comenta.

Uma alternativa interessante é optar pelas cores mais neutras. E essa dica vale tanto para o vestuário como para as unhas e a maquiagem. “Os tons terrosos e os mais iluminadores, como os cinzas, sempre vão dar certo, principalmente para trabalhar”, orienta Bia Paes.

Como não exagerar

Na maquiagem, a palestrante apontou que é válido usar corretivo para tirar olheiras, mas sombra é algo muito “perigoso”. “Requer um pouco mais de técnica e pode não ser adequado usar sombra com certo brilho e que seja cintilante”, alertou. Por isso, Bia Paes acredita que é mais certeiro optar pelo rímel incolor, marrom ou preto.

Em relação ao lápis de olho, é preferível passar algo que não seja tão chamativo. “Pode passar por dentro da pálpebra para marcar o olhar, além do blush no tom rosado de forma leve e natural”, indicou a palestrante. Ela ainda disse que o batom pode ser usado em cores mais fortes, porém deve ser sempre retocado. No conjunto, deve-se buscar uma harmonia no rosto. “Depois, olhe no espelho e veja se harmonizou ou marcou”, recomendou.

Conhecer o próprio corpo

Durante o comitê, muitas dúvidas surgiram em relação ao formato corporal e a dificuldade de vestir algumas peças. Para ajudar as secretárias, Bia Paes dividiu em quatro tipos o corpo feminino: triângulo (ombro pequeno e cintura mais saliente), triângulo invertido (ombro maior e cintura fina), retangular (corpo com proporções iguais, longilíneas) e ampulheta (com curvas mais acentuadas). 

Tendo um olhar do próprio corpo, é importante ajustar as peças. Por exemplo, Bia Paes disse que a mulher com o formato mais triangular deve priorizar roupas que acentuem o ombro, para impedir que a cintura tenha destaque. Assim como o corpo “ampulheta” deve tomar cuidado para não usar nada muito justo, impedindo que acentue algumas áreas do corpo. E ela acredita que essa regra não muda. “O que não funciona para você agora, nunca vai funcionar”, concluiu.

registrado em: