Brasil fica em déficit pelo segundo mês consecutivo e fluxo comercial encolhe

Balança registra pior resultado para um mês de outubro, desde 1998

publicado 05/11/2014 11h26, última modificação 05/11/2014 11h26
São Paulo - Brasil fica em déficit pelo segundo mês consecutivo e fluxo comercial encolhe
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Segundo dados divulgados segunda-feira (3) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o Brasil fechou o mês de outubro com um déficit de US$ 1,177 bilhão na balança comercial. Esse é o segundo déficit consecutivo: em setembro a balança ficou negativa em US$ 940 milhões.

Esse resultado contraria todas as expectativas do governo e do mercado, que esperam um saldo positivo ao final do ano; o que vem ficando cada vez mais difícil. Historicamente, o país apresenta bons resultados nos dois últimos meses do ano, mas só um grande desempenho das exportações poderia fazer o Brasil fechar a balança de 2014 no azul. O déficit acumulado no ano está em US$ 1,873 bilhão e os preços das commodities continuam em baixa, o que torna mais complicado o fechamento do ano com superávit.

As exportações apresentaram o terceiro mês seguido de quedas, registraram em outubro um total de US$ 18,3 bilhões, 6,5% a menos do que setembro e 20,4% a menos do que em julho – melhor resultado do ano. Essa queda se deve muito à dependência do país nas exportações de produtos básicos, que seguem preços tabelados no mercado internacional. Em relação a setembro, o Brasil exportou 12,8% menos em produtos básicos, enquanto apenas 1,5% menos em produtos manufaturados.

 

Em entrevista coletiva, o secretário de comércio exterior do MDIC, Daniel Godinho, manteve a previsão de superávit para o fim do ano, mas disse que esse resultado depende de três fatores cruciais: a possibilidade de uma melhora na conta petróleo principalmente em função do aumento da produção, um aumento dos preços de minério de ferro e da quantidade exportada desse produto e também a continuidade do aumento das exportações de carne.

O fluxo comercial, soma de exportações e importações, também encolheu em relação a setembro: passou de US$ 40,2 bilhões para US$ 37,8 bilhões, diminuindo ainda mais a já pequena participação do país no comércio internacional.

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