Brasil ocupa 120ª posição em ambiente de negócios, segundo Banco Mundial

publicado 29/10/2014 15h41, última modificação 29/10/2014 15h41
São Paulo - O país foi mal pontuado em itens como: abertura de negócios, licenças para construção, pagamento de tributos, comércio exterior e cumprimento de contratos.
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O Brasil ficou na 120ª colocação no Ease of Doing Business Ranking 2015, dentre 189 economias avaliadas. O relatório, feito pelo Banco Mundial, compara os países em quesitos relacionados ao ambiente para se fazer negócios. São avaliados itens como: tempo para se abrir uma empresa, facilidade no pagamento de tributos, custos de importação e exportação, entre outros.

Cingapura lidera o ranking há oito anos consecutivos. Completam o top 5: Nova Zelândia, Hong Kong, Dinamarca e Coréia do Sul. O primeiro sulamericano na lista é a Colômbia, que ocupa a 34ª posição, seguida do Peru (35º) e Chile (41º).

Apesar da péssima colocação, o Brasil apresentou pequeno avanço em comparação ao ranking do ano anterior, quando ocupava a 123ª colocação. As áreas em que o país foi mais mal pontuado foram: abertura de negócios, licenças para construção, pagamento de tributos, comércio exterior e cumprimento de contratos.

Segundo o relatório, no país, os empresários precisam realizar, em média, 12 procedimentos diferentes e demoram cerca de 84 dias para abrir uma empresa. Para conseguir licenças para construção, o processo é ainda mais burocrático, são cerca de 18 procedimentos e a espera é de até 426 dias. Como comparação, em Cingapura, os empresários abrem um negócio em apenas 3 dias e conseguem licenças para construção em 26.

Os empresários brasileiros também enfrentam um alto custo de importação e exportação. Pagam por volta de US$ 2.300,00 por container, enquanto que no nosso vizinho Chile, pagam apenas US$ 900,00 por container.

O índice que mais rebaixou o Brasil foi o pagamento de tributos, no qual o país ficou em 177º, dentre 189 economias. Segundo o estudo, são 9 pagamentos por ano que os empresários fazem à federação, o que está bem abaixo da média dos outros países. O problema é a burocracia: são cerca de 2600 horas gastas no ano apenas com pagamento dessas taxas. Nenhum outro país tem um sistema de pagamento de impostos tão burocrático quanto o Brasil. Na Eritréia, o último colocado no ranking geral, por exemplo, gastam-se apenas 220 horas com tais pagamentos. Não é a toa que grandes multinacionais mantenham em suas filiais brasileiras um maior número de funcionários nos setores jurídico e contábil do que em outros países.

O Brasil obteve boa pontuação nos quesitos obtenção de eletricidade (19º) e proteção ao microempresário (35º).

 

Clique aqui para ter acesso completo ao estudo, ou se preferir vá à página do Banco Mundial: www.worldbank.org


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