Brasil registra queda em rankings internacionais de desempenho

publicado 23/05/2014 13h36, última modificação 23/05/2014 13h36
Dois importantes rankings mostram que a economia brasileira está crescendo aquém de outras nações.
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Recentemente, dois indicadores de renomados institutos confirmaram o enfraquecimento econômico do Brasil perante outros países. Os indicadores WCY – ranking de competitividade do instituto IMD, em parceria com a Fundação Dom Cabral – e ICE – ranking de clima econômico do instituto IFO, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas – mostraram queda na posição do Brasil em relação às suas edições anteriores.

 

  • Ranking mundial de competitividade (WCY)

   International Institute for Management Development (IMD) / Fundação Dom Cabral

O Brasil foi classificado na 54ª posição no ranking anual de competitividade do IMD (International Institute for Management Development). O país só está à frente de Eslovênia, Bulgária, Grécia, Argentina, Croácia e Venezuela.

O ranking, nomeado WCY (World Competitiveness Yearbook) contempla 60 nações e avalia como elas trabalham sua economia e os seus recursos humanos para aumentar sua prosperidade e a competitividade de suas empresas. A pontuação de cada país é avaliada a partir de 4 fatores principais: Desempenho Econômico, Eficiência do Governo, Eficiência das Empresas e Infraestrutura, nos quais o Brasil mostrou queda em todos, nos últimos anos.

 

Nos últimos 4 anos o Brasil perdeu 16 posições no ranking geral. Em 2010, o país ficou na 38ª posição e caiu gradualmente até a posição atual.

  

O ranking é liderado há dois anos pelos EUA, seguido de Suíça, Cingapura, Hong Kong e Suécia. O primeiro país da América do Sul no ranking é o Chile, que só aparece na 31ª colocação.

Dentre todos os sul-americanos contemplados, o Brasil se encontra atrás de Chile, Peru e Colômbia; e na frente de Argentina e Venezuela.

  

  • Indicador do Clima Econômico (ICE)

   Ifo Institute for Economic Research / Fundação Getúlio Vargas

Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Economia da FGV, em conjunto com o instituto alemão IFO, o Brasil registrou queda de 20% no Indicador do Clima Econômico. O Brasil registrou 71 pontos. Esta é a pior pontuação do país desde janeiro de 1999.

Em comparação com outros países da América Latina participantes da pesquisa - Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela -, o Brasil se encontra em penúltimo lugar, apenas na frente da Venezuela, que registrou a pontuação mínima do índice – 20 pontos. A Bolívia aparece liderando o ranking, apresentando 140 pontos.

Segundo especialistas consultados pela FGV, esse decréscimo na pontuação do Brasil se dá devido a cinco problemas listados como muito importantes: falta de competitividade internacional, falta de confiança nas políticas do governo, inflação, déficit público e falta de mão de obra qualificada.

Assim como o Brasil, México, Chile, Argentina e Venezuela se encontram em um patamar desfavorável – pontuação inferior a 100. Enquanto Bolívia, Colômbia, Peru, Paraguai, Uruguai e Equador se encontram em uma situação favorável. Na comparação com o mundo, o ICE da América Latina é menor que o mundial (113 pontos), e se encontra em um patamar desfavorável (90 pontos).

 

O Brasil vive um cenário de desconfiança, economicamente falando. Segundo o MDIC, foi registrado nos quatro primeiros meses do ano, um déficit em transações correntes de mais de 5 bilhões de dólares. A inflação também está além do esperado; especialistas afirmam que há a chance do país passar da meta de 6,5% esse ano. Além disso, o país também mostra um baixíssimo índice de inovação e tecnologia.

Os rankings avaliados serviram para confirmar esse cenário de desaceleração econômica. O WCY e o ICE mostraram que o país está crescendo numa proporção muito menor do que os outras nações. Chile, Peru e Colômbia, vizinhos tidos como potencialmente mais fracos, alcançaram melhores pontuação e estão vivendo um cenário econômico muito próspero, enquanto o Brasil se mantém estagnado.

 

 

*Não comparar os índices pela pontuação. Cada pesquisa tem uma metodologia diferente e pontuações diferentes. O objetivo é ressaltar a queda do Brasil em cada um dos rankings ao longo dos últimos anos.

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