Brasileiro tem vergonha de fazer networking, diz consultor

por andre_inohara — publicado 15/12/2011 16h28, última modificação 15/12/2011 16h28
São Paulo – Em reuniões de negócios, é recomendável fazer o maior número de contatos possível.
vergonha_corpo.jpg

Manter uma rede de contatos por meio do networking é um grande passo para promover negócios e serviços. No Brasil, essa ferramenta é usada com pouca eficiência, de acordo com Thomas Reaoch, diretor da empresa de treinamento empresarial RC Invest.

“O brasileiro tem vergonha de fazer contato”, afirmou Reaoch, em participação no Café de Relacionamento da Amcham-São Paulo nesta quinta-feira (15/12).

“Vejo pessoas chegando para reuniões em associações como a Amcham e falando com uma pessoa só. Em meia hora, dá para conversar com cinco pessoas a cada seis minutos”, acrescenta.

O objetivo do networking não deve ser apenas mercantil. É importante conhecer pessoas para, se for o caso, ajudar do ponto de vista comercial e pessoal, aconselha.

Em encontros de que participa, Reaoch estabelece uma meta pessoal de conhecer de cinco a dez pessoas antes de seu início. “A única forma de aumentar a rede de relacionamento é através de pessoas desconhecidas”, assinala.

Muitas vezes, pessoas que chegam acompanhadas para reuniões de negócios acabam não fazendo tantos contatos.

“A maioria vem com algum conhecido, normalmente pessoas da mesma empresa. Elas acabam se sentando juntas, quando deviam se separar para conhecer gente nova”, ensina Reaoch.

Impressão positiva

Ao iniciar o networking, é preciso criar algumas impressões na cabeça do interlocutor de modo  que ele se lembre do encontro no futuro.

Uma forma simples é pedir para que o contato repita a forma correta de dizer o sobrenome dele, e iniciar uma conversa amena. “É assim que se começa um networking. Vou me lembrar dele e ele, de mim”.

Outra dica é sempre andar com cartões de visita, mesmo em ocasiões sociais. “Somos os multiplicadores de negócios em nosso grupo de relacionamento. Por isso, temos de conhecer o que nossos parentes fazem, até mesmo para ajudá-los”, observou Reaoch.

Oportunidades de negócios podem surgir em encontros casuais, por isso é preciso estar prevenido, respeitando regras de boa convivência.

Por isso, Reaoch conta que sempre leva cartões em branco e caneta. “Quando faço um contato, peço para que ele escreva seu nome e e-mail. Quem fica de passar os dados de contato posteriormente, dificilmente acaba se lembrando”, comenta.

O segundo passo é organizar as informações em um sistema de arquivamento eletrônico que facilite a consulta posterior. Eles podem ser organizados em categorias de interesse, assunto e ocupação.

“Em um ano, saberei encontrar as pessoas que conheci nessa reunião”, conta.

Se o contato foi produtivo, seu nome será lembrado. Se ele é retomado, é porque há predisposição para levar adiante algum negócio, garante Roach.

As parcerias começam quando há confiança entre os lados envolvidos. “Tendo alguém de confiança, os empreendimentos surgem sem atritos”, assinala.

 

registrado em: