Com filmes para o Concurso Vídeo Legal, alunos aprenderam na prática a importância de se respeitar a propriedade intelectual

por andre_inohara — publicado 01/06/2012 16h14, última modificação 01/06/2012 16h14
São Paulo – Primeiro e segundo colocados receberão como prêmio uma visita ao escritório do Google no Brasil.
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A produção de filmes para o concurso Vídeo Legal, organizado pela Amcham e pelo Consulado dos EUA em São Paulo, foi uma atividade prática que mostrou a mais de 100 jovens a importância da propriedade intelectual. A cerimônia de encerramento do concurso ocorreu na Amcham-São Paulo nesta sexta-feira (01/06) e contou com a presença de alunos e professores das escolas participantes.

“O projeto não apenas promove o respeito à propriedade intelectual, mas também ajuda os participantes a criar sua própria obra. Filmes e vídeos estimulam a criação, valor que depende da propriedade intelectual”, disse William Popp, cônsul-geral em exercício dos EUA em São Paulo.

Os vencedores

Dos 35 vídeos selecionados na primeira fase, que se encerrou em abril, nove chegaram à fase final. Desses, três foram considerados os melhores:

1º - “Chapeuzinho de preto”, da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Padre Manoel de Paiva;

2º - “Em terras de cego”, da Escola Estadual Presidente Tancredo Neves;

3º - “A máfia dos medicamentos”, da Emef Armando de Arruda Pereira

Veja aqui: Comissão julgadora do ‘Vídeo Legal’ avalia nove trabalhos selecionados para fase final do concurso

O objetivo do Vídeo Legal era oferecer uma atividade multimídia a estudantes paulistanos de dez e doze anos da rede pública de ensino, na qual expressassem sua opinião sobre os prejuízos da pirataria em vídeos de curta duração.

O Vídeo Legal integra as atividades educativas do Projeto Escola Legal (PEL) da Amcham. O PEL surgiu em 2007 e trabalha a conscientização dos estudantes do ensino fundamental sobre os prejuízos trazidos pela pirataria.

O cônsul do Escritório de Marcas e Patentes dos EUA (USPTO, na sigla em inglês) no Brasil, Albert Keyack, enalteceu a criatividade dos trabalhos e incentivou os alunos a trilharem o caminho da criação. “A inovação é muito importante para o Brasil e será cada vez mais no futuro”, afirmou o cônsul.

Google receberá alunos vencedores em junho

O primeiro e o segundo colocados ganharam, como prêmio, uma visita à sede do Google em São Paulo, que deve acontecer em junho. “Como o concurso tem muita relação com tecnologia, pensamos em levar os alunos para conhecer o funcionamento de uma empresa do setor”, disse Helena Martins, representante de Relações Institucionais do site de buscas Google.

A proposta do concurso foi muito bem recebida pela empresa, disse Helena. “É sempre importante conscientizar desde o início. A criança está aberta ao aprendizado e é a fonte de transmissão desse tipo de conhecimento para os pais, familiares e amigos que não tiveram esse contato.”

Eduardo Paranhos, conselheiro do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco), disse que o mais importante não é conquistar prêmios, mas aprender com o tema. “Saem vencedores a criatividade e a educação. Quem perde é a pirataria, o atraso e a falta de educação e de desenvolvimento”, observa.

Conscientização sobre pirataria melhorou entre os alunos participantes

A Amcham sondou 131 alunos participantes do Vídeo Legal entre fevereiro e maio, antes e depois de os vídeos serem gravados, para identificar o nível de conhecimento dos participantes sobre a pirataria.

A pesquisa detectou melhora sensível de percepção sobre os impactos da pirataria em variadas frentes. Foi possível constatar que mais jovens agora reconhecem que a pirataria é um crime com gravidade e vítimas. Os que faziam essa avaliação no início do concurso eram 45% e agora são 67%.

A partir da participação no concurso, mais estudantes se deram conta de que fazer downloads de vídeos e músicas sem pagar é ilegal (ampliação de 60% dos jovens para 82%), assim como comprar produtos piratas (77% para 88%) e adquirir itens de camelôs (69% para 84%).

Os jovens agora têm mais consciência de que pirataria é uma das formas de atuação do crime organizado (aumento de 78% para 83%) e de que esse tipo de produto pode causar riscos à saúde (77% para 89%), além de prejudicar as empresas legalizadas e a criação de empregos formais, com acesso a direitos trabalhistas (de 76% para 82%).

Veja o texto da pesquisa aqui: Participantes do concurso Vídeo Legal ganham maior conscientização sobre malefícios da pirataria

Sobre o PEL

O Projeto Escola Legal é uma iniciativa da Amcham e seus parceiros, que tem como objetivo alertar crianças e jovens do ensino fundamental (sete e catorze anos) das redes pública e privada a respeito do problema da pirataria no Brasil e no mundo.

As atividades do Projeto Escola Legal buscam incutir valores morais, ética e destacar a importância de uma postura cidadã. Elas também servem de base para a discussão sobre as consequências da opção por consumo de produtos piratas e utilização do comércio ilegal.

Mais informações sobre o PEL podem ser obtidas nos telefones 11 5180-3745 / 11 5180-3902.

Clique aqui para conhecer o site do Projeto Escola Legal

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