Conclusão da primeira etapa de acordo comercial é prioridade para Brasil e Estados Unidos avançarem na parceria bilateral em 2020

publicado 06/07/2020 16h01, última modificação 08/07/2020 11h11
Brasil – Ainda há tempo de conquistar avanços na parceria entre países ainda neste ano; entenda quais iniciativas apoiamos
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Faltam 180 dias para encerrar 2020 e cerca de quatro meses para as eleições americanas. É imprescindível aproveitar essa janela para avançar na parceria bilateral entre Brasil e Estados Unidos. É o que defendemos no documento “Brasil-Estados Unidos: 10 Possíveis Entregas para 2020”, lançado hoje e enviado para as principais autoridades dos dois países responsáveis pela agenda bilateral.

“Em que pese o pouco tempo útil que resta neste ano, entendemos que ainda é viável produzir entregas relevantes que aprofundariam a relação econômica entre Brasil e Estados Unidos”, explica nossa CEO, Deborah Vieitas. Com esforços bilaterais concentrados, enxergamos possibilidades concretas de avanços no curto prazo. “Existem várias iniciativas que já estão em curso e que poderiam ser concluídas nos próximos meses a partir de um esforço concentrado dos dois governos. Elas são ainda mais prementes no contexto da crise econômica causada pela pandemia, como forma de recompor os fluxos bilaterais de comércio e de investimentos que estão em queda”, ressalta Vieitas.

 

ACORDO COMERCIAL

A conclusão da primeira etapa de um acordo comercial é listado em primeiro lugar entre as entregas defendidas por nós. A expectativa é a criação de regras bilaterais em um conjunto de temas como facilitação de comércio, comércio digital, boas práticas regulatórias e combate à corrupção. “Um acordo dessa natureza geraria maior competitividade para as empresas que atuam nos dois lados do hemisfério. Além de melhorar o ambiente de negócios e promover maior segurança jurídica, ele reduziria burocracia e custos para exportadores e importadores”, destaca Abrão Neto, nosso vice-presidente executivo.

As negociações para esse acordo estão ocorrendo desde o início do ano, após a determinação dos Presidentes Trump e Bolsonaro de concluir um “pacote bilateral de comércio”, que permita intensificar a parceria econômica entre os dois países. Cumpre destacar que elas podem ser realizadas em nível bilateral, sem a necessidade de participação do Mercosul ou de alteração de suas regras, bem como prescinde de posterior aprovação pelo Congresso dos EUA. 

Diante da complexidade envolvida na negociação de um acordo de livre comércio, defendemos, desde o ano passado, o avanço inicial em questões que não envolvam tarifas. “Trata-se de uma abordagem inteligente e mais ágil na produção de resultados. Ao mesmo tempo, ela prepara o terreno para os próximos passos envolvendo um acordo comercial mais abrangente”, contextualiza Abrão Neto.


OUTRAS POSSIBILIDADES AINDA EM 2020

O documento preparado por nós também ressalta outras entregas que poderiam ser concretizadas em 2020, incluindo o restabelecimento do fluxo de viajantes entre ambos os países; a renovação do Sistema Geral de Preferências (SGP), que define tarifárias mais baixas para a entrada de determinados produtos brasileiros no mercado norte-americano; o início de negociações de um acordo para evitar a dupla tributação; a participação plena do Brasil no programa Global Entry, que permite a trâmites expeditos de imigração para a entrada nos Estados Unidos; o fortalecimento da diplomacia parlamentar, com ações para construir apoio às relações bilaterais no âmbito dos Congressos dos dois países; e o início efetivo do processo de entrada do Brasil na OCDE. Para ver todas as ações, acesse a íntegra do documento.