Receita líquida de viagens internacionais é a pior da história

Conta de transações correntes apresenta o pior resultado para os meses de agosto

publicado 25/09/2014 13h47, última modificação 25/09/2014 13h47
São Paulo - Receita líquida de viagens internacionais é a pior da história
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A conta de transações correntes, que faz parte da composição do balanço de pagamentos, fechou o mês de agosto com um déficit de US$ 5,5 bilhões, segundo dados de Banco Central de Brasil. Esse resultado é o pior registrado para os meses de agosto, porém é 8,8% melhor do que o resultado do mês anterior, que chegou a mais de US$ 6 bilhões negativos.

 

Essa conta é composta pela soma da balança comercial (exportações menos importações), da balança de serviços e da balança de renda, além das transferências unilaterais.

Entre os itens que compões a balança de serviços, está a conta de viagens internacionais, que apresentou o pior resultado da história nesse mês de agosto. Os gastos dos brasileiros com viagens internacionais, que haviam batido recorde no mês anterior – durante a copa do mundo –, quase foram superados em agosto: US$ 2,35 bilhões ante US$ 2,4 bilhões em julho. Porém, no resultado líquido, o saldo de agosto é o pior: déficit de US$ 1,8 bilhão. Isso significa que enquanto os brasileiros estão gastando cada vez mais no exterior, os estrangeiros não estão fazendo o mesmo por aqui.

 

Balanço de Pagamentos

 

Mesmo apresentando grande déficit em transações correntes, o Brasil ainda conseguiu fechar suas contas de agosto no azul, devido ao bom resultado da conta capital e financeira. Essa conta, que é composta pela entrada e saída de investimentos no país, fechou o mês de agosto com significativo superávit de US$ 7,4 bilhões.

O balanço de pagamentos fechou o mês com um saldo positivo de US$ 2,4 bilhões, porém 53% menor do que o registrado em julho. Durante todo o ano de 2014, o país ainda não registrou nenhum déficit no balanço; o pior resultado foi em fevereiro, quando fechou em apenas US$ 222 milhões. Isso leva o saldo acumulado do ano para US$ 19,6 bilhões até agora, enquanto que no mesmo período de 2013, esse saldo era de apenas US$ 3,5 bilhões.



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