Queda entre agosto e setembro foi motivada pelo aumento da inatividade

Desemprego em setembro é o menor já registrado para o mês, segundo IBGE

publicado 23/10/2014 15h45, última modificação 23/10/2014 15h45
São Paulo - Queda entre agosto e setembro foi motivada pelo aumento da inatividade
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O Brasil fechou o mês de setembro com taxa de desemprego de 4,87% - menor índice para o mês desde que o IBGE mudou a metodologia da pesquisa, em 2002. A pesquisa é realizada nas seis maiores regiões metropolitanas do país, abrangendo 24,3 milhões de pessoas em idade economicamente ativa, 23,1 milhões de trabalhadores e 1,18 milhão de desocupados.

Os seis centros metropolitanos pesquisados - São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Porto Alegre e Belo Horizonte - concentram 43,44 milhões de habitantes em idade ativa (acima de 10 anos), mas a população considerada economicamente ativa (pessoas com idade de 15 anos ou mais com potencial produtivo, que estão inseridas ou tentando se inserir no mercado de trabalho) se reduz para 24,29 milhões.

O desemprego em setembro apresentou pequena queda em relação ao mês de agosto, quando a taxa foi de 5,01%, mas não houve criação de empregos nesse período. A população ocupada não apresentou variação relevante entre esses meses: teve apenas um pequeno recuo de 0,2%, representando cerca de 36 mil trabalhadores. Porém, a população desocupada também diminiu - em cerca de 38 mil pessoas. O que motivou essa queda entre agosto e setembro, portanto, foi o aumento da população não economicamente ativa, que aumentou em 0,7%, ou seja, cerca de 133 mil pessoas deixaram de procurar emprego.

O salário médio real apresentou pequeno aumento frente o mês de agosto: passou de R$ 2064,82 para R$ 2067,10 – a preços de setembro.

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