Educação fraca faz brasileiro trabalhar mais e ganhar menos, segundo OCDE

publicado 11/06/2014 14h58, última modificação 11/06/2014 14h58
São Paulo - Índice para uma Vida Melhor compara os países de acordo com vários quesitos de qualidade de vida
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Segundo índice da OCDE – divulgado na última segunda-feira (10) -, o Brasil é o mais pobre entre os 36 países estudados. Por outro lado, o brasileiro trabalha mais do que a média dos outros países. A pobreza se explica pelo baixo valor agregado da produção brasileira, que está diretamente ligado à fraca educação no país – que ficou em 33º nesse quesito.

Educação

Segundo a pesquisa, no Brasil, 43% dos adultos entre 25 e 64 possuem diploma de ensino médio. Muito menos do que a média da OCDE de 75%.

Entre os jovens (25 a 34 anos), 57% possuem diploma de ensino médio, frente à média de 82% dos países da OCDE.

O país também obteve baixa pontuação no PISA, índice que avalia o desempenho médio de um aluno de 15 anos e serve como referência em relação à qualidade do ensino. O aluno mediano no Brasil obteve 406 pontos, menos que a média da OCDE de 497.

   

Emprego

No Brasil, 67% das pessoas com idade para trabalhar (15 a 64 anos) estão empregadas. Percentual ligeiramente menor do que a média da OCDE de 65%.

Aproximadamente 84% dos indivíduos com ensino superior estão empregados, ante 60% dos indivíduos sem o ensino médio. Essa diferença de 24 pontos percentuais é inferior à média da OCDE de 33 pontos percentuais e sugere que o mercado de trabalho no Brasil é relativamente inclusivo – ou de baixo valor agregado, em uma visão mais pessimista.

 

 

Renda

Segundo o índice, a renda líquida anual média obtida por uma família brasileira é US$ 10.310,00; inferior à média da OCDE de US$ 23.938,00.

O patrimônio médio de uma família brasileira é de US$ 6.875,00, muito abaixo da média da OCDE de US$ 42.903,00.

O rendimento anual médio de um funcionário em tempo integral no Brasil é o mais baixo do ranking. O brasileiro recebe, em média, apenas US$ 7.909,00 por ano.

 

                      

 

A pesquisa também abordou diversos outros temas relativos à melhoria da qualidade de vida, dos quais o Brasil ficou mal colocado na maioria. Clique aqui para acessar o índice completo em português.

 

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