Empresa que soma: como a Votorantim atua para ajudar municípios durante a pandemia

publicado 21/07/2020 17h15, última modificação 21/07/2020 17h28
Brasil – Criação de um banco de dados de vulnerabilidade municipal e parceria com o BNDES para apoio técnico na gestão dessas regiões fazem parte das iniciativas da companhia
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O enfrentamento da pandemia é um desafio que exige esforços de todos – e as empresas não ficam de fora. A nossa plataforma ‘Soma, lançada em abril, já conta com inúmeras iniciativas importantes das organizações privadas durante esse momento. Dentre elas, os programas do Instituto Votorantim para ajuda de municípios brasileiros: ‘Municípios Contra o Coronavírus’ e o ‘Índice de Vulnerabilidade Municipal (IVM)’.

Por meio de um programa de apoio à gestão pública que já existe desde 2012, em parceria com o BNDES, o instituto criou o ‘Municípios Contra o Coronavírus’. A iniciativa oferece assessoria técnica e especializada para as Prefeituras e para equipes das Secretarias Municipais de Saúde e de Gestão no apoio ao enfrentamento e gerenciamento dos efeitos da pandemia.

Segundo Rafael Gioielli, gerente-geral do Instituto Votorantim, o banco público é um co-investidor do projeto, arcando com 50% dos custos. Além disso, a colaboração entre as duas instituições é também técnica, explica o executivo: “O BNDES tem expertise na área social e na área de gestão”. A iniciativa conta também com a participação do Instituto Arapyaú, o Instituto Galo da Manhã, e outros parceiros.

Para selecionar os municípios que receberiam a ajuda, o Instituto Votorantim lançou um segundo edital com prazo para inscrições até 02 de junho. Ao todo, foram definidas 43 cidades de 13 estados para receber o apoio. Outros 87 municípios já participam do projeto, somando 130 cidades apoiadas. Os locais escolhidos são de 13 estados e ficam nas regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste. A maior parte se concentra no Nordeste, com 32 dos selecionados.

No total, a iniciativa poderá chegar a um investimento de R$ 4 milhões e atender a mais de 150 municípios. O apoio será técnico e remoto pelo período de até 4 meses, e pode ser prorrogado conforme necessidade e disponibilidade de recursos, com especialistas nas áreas de gestão e de saúde.

A assessoria atuará em conjunto com o comitê gestor do município para gerenciamento da crise, identificando os principais impactos nas cidades, em função da covid-19, para a elaboração de soluções de enfrentamento da pandemia, considerando eixos como governança e gestão da crise; comunicação; vigilância; assistência; e impactos fiscais. Clique aqui para acessar a lista completa das cidades selecionadas.

 

CRITÉRIOS DE SELEÇÃO

Puderam participar do segundo edital cidades de até 350 mil habitantes das microrregiões listadas como as de maior risco e vulnerabilidade frente à pandemia, conforme estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). A pesquisa lista as 41 microrregiões que podem ser atingidas em duas ondas de propagação do coronavírus, considerando aspectos como a distância para acessar aeroportos, disponibilidade e distribuição de leitos hospitalares e a fragilidade social e econômica.

Também foram usados como critérios de priorização dados relacionados à vulnerabilidade dos municípios em relação à pandemia, de acordo com o levantamento do Índice de Vulnerabilidade Municipal (IVM), criado pelo instituto e que conta com informações relacionadas à porcentagem de população com mais de 60 anos; à cobertura da atenção básica; à cobertura da vigilância sanitária; à dependência do sistema público; aos leitos de UTI e leitos normais; à quantidade de profissionais de saúde, entre outros dados secundários.

 

ÍNDICE DE VULNERABILIDADE MUNICIPAL (IVM)

Lançado em maio, o índice classifica todos os municípios brasileiros em relação ao seu grau de vulnerabilidade diante da pandemia da Covid-19. O indicador varia de 0 a 100 – quanto mais alto o valor, maior é a vulnerabilidade – e pode ser consultado clicando aqui.

Os fatores considerados pelo IVM são, por exemplo, a proporção da população idosa; o PIB per capita; o número de leitos hospitalares, UTI e respiradores por 100 mil habitantes. São utilizados apenas dados públicos de órgãos como IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), SUS (Sistema Único de Saúde), CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde) e ANSS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

A página do IVM permite navegar pelo mapa do Brasil, buscando cada estado, região e cidade, com indicações das áreas em que a disseminação do coronavírus está mais crítica, e o cruzamento com o número de casos confirmados e óbitos por município, que são atualizados diariamente. A consulta e o uso dos dados são livres e gratuitos. Assim, o objetivo é apoiar, por meio de informações, gestores públicos e privados no combate à pandemia.

Esses dois projetos foram escolhidos para serem divulgados pela nossa plataforma Soma por serem, segundo Rafael, ações que poderiam ter mais aderência ao grupo das nossas empresas associadas. “A ideia era divulgar a ferramenta, divulgar o programa e eventualmente até atrair parceiros para as nossas ações”, comenta.

 

O QUE É O SOMA

Lançado no dia 15 de abril, o Movimento Soma é a nossa plataforma que une governos, empresas e sociedade na construção de soluções para o combate ao coronavírus. Um dos pilares do Soma é conectar o poder público ao setor privado, divulgando as principais necessidades de municípios, estados e União para que as empresas possam ajudar. Acesse a plataforma e saiba mais.