Empresas devem se aproximar dos provedores de serviço logístico

por gustavo_galvao — publicado 18/04/2013 16h56, última modificação 18/04/2013 16h56
São Paulo – Na hora de terceirizar, é preciso haver uma gestão colaborativa
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Os serviços de logística precisam estar mais alinhados com a política da empresa. Essa foi a orientação principal que conduziu os debates do Comitê de Logística realizado nesta quinta-feira (18/04) na Amcham São Paulo. Na maioria dos casos, a busca por agilidade e baixo custo são os únicos fatores observados pela companhia na hora de terceirizar. Mas o importante é conhecer cada um desses provedores contratados e manter um relacionamento estreito com eles, recomendou Mauro Vivaldini, consultor e professor da UNIMEP (Universidade Metodista de Piracicaba).

Ele explicou que a primeira estratégia é analisar a demanda. “O grande exercício é ter uma percepção dessa demanda mais próxima da realidade, para que seja possível ter uma vantagem competitiva sobre a concorrência”, disse ele. O estudo do consultor indica que existe um ciclo compreendido pelo entendimento do público consumidor e, a partir disso, identificar os desafios para a gestão da cadeia de suprimentos e de vendas.

Para o professor, é preciso construir um eixo de relacionamento com as fornecedoras de logística. E, para que haja sucesso, criar uma aliança baseada na observação apurada de cada provedor e em investimentos nos campos de logística: armazenagem, transporte, apoio e informação.  “E esse eixo de integração só pode ser estabelecido por uma gestão colaborativa”, explica Vivaldini.

O outro lado da moeda

Esse conceito de gestão colaborativa é fortalecido principalmente no relacionamento entre cliente e fornecedor. Para Percival Margato Júnior, diretor-presidente da Abrange Logística, que oferece serviços do segmento há mais de 27 anos, a terceirização deve ser compreendida como uma “terceira ação”, como se o prestador de serviços fosse um organismo que realmente faz parte da empresa. “Quanto mais estratégico e menos operacional, mais a relação estará fortalecida”, defendeu.

Ele disse que o sucesso desse modelo de administração depende muito do provedor de logística. Por isso, é preciso desenvolver uma visão de curto, médio e longo prazo. “Uma gestão baseada no planejamento, controle, informação e cobrança”, complementa Margato Júnior. Dessa forma, é necessário entender toda a operação do cliente para que sejam identificadas as fragilidades dos controles internos e o mapeamento das ações realizadas no futuro.

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