Entrada de sócio-investidor alavancou os negócios do Empório Body Store

por gustavo_galvao — publicado 22/04/2013 15h36, última modificação 22/04/2013 15h36
São Paulo – Diretor da empresa repaginou as lojas e trouxe um novo conceito para os produtos
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Até 2011, o Empório Body Store estava com dívidas e contava com 36 lojas. A solução foi vender as ações para um sócio-investidor. Com isso, o lucro aumentou, a rede se expandiu e hoje já são 84 unidades. “Quando o investidor entrou, ele disse que estávamos praticamente quebrados desde 2005. Ele trouxe uma visão de mercado e uma governança na gestão da área financeira, industrial e de planejamento”, afirmou Tobias Chanan, CEO da empresa. Ele foi um dos palestrantes do 4º Encontro de Empreendedores, que aconteceu na sexta-feira (19/04) na Amcham-São Paulo(Leia mais)

Além da expansão, o investimento permitiu que a empresa tivesse uma indústria própria e consolidasse o sistema de franquias. Hoje, todas as lojas mantêm uma política integrada e um padrão visual próprio. De acordo com Chanan, ele define com o sócio-investidor o orçamento anual e existe uma reunião de conselho a cada dois meses para decisões mais estratégicas.

O Empório Body Store começou em 1997, como uma loja de shopping em Porto Alegre com 100% de produtos importados para a higiene pessoal. No entanto, o estabelecimento não alcançou o lucro esperado e ele trouxe uma ideia nova para a empresa. “Nós começamos a oferecer um serviço de diagnóstico capilar. O cliente entrava na loja, nós tirávamos um fio de cabelo e, a partir da análise, nós indicávamos a linha de produto adequada”, explicou. Mas, ao longo do tempo, a proposta não vingou.

Novo conceito

Em 2001, durante uma viagem aos Estados Unidos, Tobias Chanan se deparou com um hippie vendendo sabonetes em barra com o formato do rosto de artistas, como Elvis Presley e Marilyn Monroe. Ele percebeu que, além do produto, havia informações sobre a vida deles no rótulo. “Não era só um sabonete, mas um sabonete ornamental”, afirmou. O empresário voltou com isso em mente e buscou trazer esse conceito para a Body Store.

Ele começou a desenvolver sabonetes artesanais, mas o preço não atraiu os clientes. “As pessoas pegavam, mas chegavam ao caixa e ficavam indignadas em pagar 18, 20 reais”, contou. Era necessário mostrar para os consumidores que os produtos da loja tinham um valor agregado que poderia justificar aqueles valores. O negócio começou a definhar e ficou apenas com uma funcionária.

Chanan teve, então, a ideia de fazer uma montagem com as fotos da loja e dos sabonetes nas capas de jornais do mundo inteiro. Na manchete, a informação de que era a “melhor do Brasil”. “Nós revestimos tudo com esses jornais e foi impressionante a reação. As pessoas entravam na loja olhando as paredes e aquele produto, que não tinha valor até então, passou a ter”, lembrou.

A partir disso, a companhia começou a ter um rendimento muito acima do esperado e se expandiu. Chanan salientou que o importante foi buscar novas histórias e conceitos, mesmo que não parecessem muito lógicos. “Todo empreendedor tem que ter um toque de loucura”, finalizou.

 

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