Importância da relação entre Brasil e EUA foi destaque na comemoração da independência americana. Reveja o que foi notícia na Amcham nesta semana

por marcel_gugoni — publicado 06/07/2012 15h56, última modificação 06/07/2012 15h56
São Paulo - Outro ponto alto da semana foi a conclusão da revisão do SGP pelos EUA, sendo o Brasil mantido como beneficiário do mecanismo.

O bom momento das relações entre Brasil e Estados Unidos deu a tônica da festa da independência americana, celebrada em 4 de julho e que ganhou uma cerimônia solene na segunda-feira (02/07) na Amcham-São Paulo. O evento contou com a presença do embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon, do cônsul-geral interino dos EUA em São Paulo, William Popp, e de várias autoridades.

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Para Shannon, os dois países representam valores democráticos e entendem que, além de laços comerciais, precisam responder a desafios sociais como a pobreza e a desigualdade. “A capacidade de construir uma parceria para o século XXI mostra claramente que nossas democracias podem enfrentar esses grandes desafios sociais.”

Popp, por sua vez, disse que a melhora no atendimento e processamento de vistos foi um fato “inédito” nos últimos anos e é um passo importante para promover mais os EUA como destino de negócios, turismo e educação junto aos brasileiros. Depois de três anos de serviço diplomático no exterior, o cônsul anunciou que deixa o cargo para retornar a Washington a fim de aprofundar seus conhecimentos de política internacional e aguardar uma nova designação. “Estou partindo com muitas saudades do Brasil e de todas as amizades que fiz, mas confiante no futuro compartilhado entre Brasil e Estados Unidos.”

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No dia 04/07, os Estados Unidos comemoraram 236 anos de emancipação política. Pelo quarto ano consecutivo, o corpo diplomático americano escolheu a Amcham-São Paulo para realizar a sua cerimônia comemorativa na capital paulista. 

Outro ponto alto da semana foi a informação de que os EUA completaram mais um processo de revisão anual do Sistema Geral de Preferências (SGP), tendo o Brasil sido mantido como beneficiário. O SGP é um mecanismo unilateral instituído em 1976 por meio do qual os americanos concedem isenção de tarifas de importação a um conjunto de produtos de países em desenvolvimento, incluindo mais de 3 mil produtos brasileiros. A Amcham tem atuado desde 2006 em defesa da manutenção do Brasil no SGP.

Comitês temáticos

Os eventos da semana na Amcham-São Paulo não pararam por aí. Na terça-feira (03/07), o comitê estratégico de Comércio Exterior trouxe o secretário de Estado da Fazenda do Paraná, Luiz Carlos Hauly, para falar sobre melhorias na competitividade. Para ele, a reforma do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) é necessária para acabar com a guerra fiscal no Brasil.

Hauly defende a transformação do ICMS em um imposto seletivo e monofásico. Da forma como incide, todas as mercadorias e serviços pagam ICMS. Recolhem os tributos tanto o estado de origem do produto quanto aquele onde se deu o consumo. “É possível transformar o ICMS em um imposto seletivo monofásico, com a receita para o destino”, analisa Hauly.

No comitê estratégico de Gestão de Pessoas, foi apresentada uma prévia de pesquisa da Manpower segundo a qual o Brasil é o segundo país do mundo que mais sente impactos da escassez de profissionais qualificados. “71% das companhias sofrem com a escassez de mão de obra especializada. Estamos posicionados em segundo lugar, depois do Japão”, disse Márcia Almstrom, diretora de Recursos Humanos da Manpower.

Na quinta-feira (05/07), o comitê aberto de Finanças recebeu Leonardo Pereira, vice-presidente financeiro da companhia aérea Gol, para falar sobre capital de giro e financiamento. Segundo ele, nem sempre bons lucros significam que uma empresa opera de forma sustentável. Liquidez e uma geração de caixa consistente são a melhor forma de garantir um capital de giro seguro que mantenha a empresa operando no rumo do bom faturamento.

Na reunião conjunta dos comitês de Gestão de Pessoas e de Legislação, na sexta-feira (06/07), o tema foi o da contratação de mão de obra estrangeira. A conclusão é a de que os estrangeiros, no Brasil, ajudam a suprir parte da falta de profissionais especializados e possibilita o acesso a conhecimentos muitas vezes inovadores.

“Um em cada quatro empregadores em todo o mundo busca talentos fora de seus países. Quando se olha para isso globalmente, vê-se que as empresas consideram a mobilidade internacional como uma opção estrutural”, afirmou Riccardo Barberis, diretor (country manager) da consultoria de RH ManpowerGroup. “Quando ele volta para a sua organização local, o retorno é três vezes maior do que o de alguém contratado do mercado.”

Reveja o que foi notícia na Amcham nesta semana:

06/07 Mobilidade internacional se transforma em opção de contratação de pessoal qualificado e acesso a tecnologias inovadoras

06/07 EUA mantêm Brasil como beneficiário do Sistema Geral de Preferências

05/07 Brasil é o segundo país do mundo que mais sofre com escassez de mão de obra qualificada, segundo pesquisa da Manpower

05/07 Liquidez financeira é melhor forma de garantir capital de giro seguro para empresa

05/07 Para cônsul americano interino, queda no tempo de processamento de vistos em São Paulo é primeiro passo para aumentar fluxo de turistas brasileiros nos EUA

04/07 Autoridades defendem maior integração com os Estados Unidos e apontam desafios

04/07 Atendimento de excelência requer alinhamento com estratégia de toda a companhia, ensina consultor

04/07 Brasil e EUA começam diálogos setoriais, a partir dos quais será possível pensar em acordo mais amplo, diz embaixador Thomas Shannon

03/07 Secretário de Estado da Fazenda do Paraná propõe ICMS seletivo e monofásico

03/07 EUA reafirmam importância da parceria com o Brasil durante comemoração da independência americana

03/07 Trabalhar bem a fase de teste reduz riscos de insucesso ao inovar

02/07 Grande impacto do Novo Código Florestal será nas cidades, aponta especialista em Direito Ambiental

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