Inflação de setembro registra a maior taxa para o mês desde 2003

publicado 09/10/2014 10h51, última modificação 09/10/2014 10h51
São Paulo - IPCA rompe o teto da meta estabelecida pelo BC, segundo IBGE
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – medida oficial da inflação no país – apresentou taxa de 0,57% para o mês de setembro, a maior para o mês desde 2003, quando a inflação foi de 0,78%. Esse resultado leva o índice acumulado em 12 meses para 6,75% - 0,25% acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central. Desde outubro de 2011, quando o IPCA acumulado alcançou 6,97%, o país não registra um índice tão elevado.

Esse é o quarto mês seguido que o IPCA acumulado não fica abaixo do teto da meta. Essa meta é estipulada para o fim do ano em 4,5%, com intervalo de tolerância de 2% para mais ou para menos. Até agora, a inflação do ano já está em 4,61%, enquanto que no mesmo período de 2013, estava em 3,79%.



Em setembro, nenhum dos grupos de produtos avaliados pelo IBGE obteve recuo em seus preços; isso não acontecia desde abril deste ano. Entre esses grupos, o que registrou o maior aumento foi o de alimentos e bebidas, que depois de três meses em queda, apresentou alta de 0,78%.

Salvador foi a região que registrou o maior alta nos preços em setembro (0,99%). O grupo dos combustíveis foi o principal responsável pela elevação: o preço da gasolina aumentou 10,98% e do etanol 12,12%.

Em Goiânia, a região que registrou a menor alta no IPCA, a situação foi a inversa. A gasolina registrou queda de 7,09% e o etanol de 9,68%, segurando o aumento no nível geral de preços.

 


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