Inflação desacelera em outubro, mas se mantém acima do teto da meta

publicado 07/11/2014 14h57, última modificação 07/11/2014 14h57
São Paulo - Aumento menor no preço dos combustíveis pode fazer IPCA fechar o ano abaixo dos 6,5%
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – medida oficial da inflação no país – registrou taxa de 0,42%, menor que os 0,57% apresentados em setembro. Com isso, o índice acumulado em 12 meses voltou a se aproximar do teto da meta: está agora em 6,59% e até setembro estava em 6,79%.

Já é o quinto mês consecutivo em que o índice não consegue ficar dentro da meta no acumulado de 12 meses. Essa meta é estipulada para o fim do ano em 4,5%, com intervalo de tolerância de 2% para mais ou para menos. Até agora, a inflação do ano está em 5,05%, enquanto que até outubro de 2013, a inflação anual estava em 4,38%.

Ano passado a inflação fechou o ano dentro da meta: 5,91%. Para que algo semelhante ocorra em 2014, as taxas de novembro e dezembro devem ser menores neste ano do que foram no ano passado, quando registraram 0,54% e 0,92%, respectivamente.

O que pode tornar esse cenário possível é a alta dos preços da gasolina e óleo diesel, que foram menores este ano. Em novembro de 2013, a gasolina teve aumento de 4% e o diesel de 8%. Já este ano, a alta – que passou a valer sexta-feira, 7 de novembro – foi de 3% para a gasolina e 5% para o diesel.

 

No cálculo da inflação de outubro, apenas os produtos relacionados à comunicação apresentaram variação negativa em seus preços. O aumento mais significativo registrou-se na área de habitação, que apresentou taxa de 0,68%.

O preço dos alimentos foi o que mais pesou para a desaceleração da inflação em outubro. Enquanto em setembro a alta chegou a 0,78%, no mês passado ficou em 0,46%. Os produtos agrícolas foram os principais responsáveis por essa contenção. Farinha de mandioca, leite, feijão, batata e cebola, por exemplo, ficaram mais baratos em outubro.

 

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