Inovação nas empresas dá o tom dos principais comitês da Amcham na semana que passou. Reveja as principais notícias

por marcel_gugoni — publicado 19/10/2012 11h40, última modificação 19/10/2012 11h40
São Paulo – Comitê aberto de Inovação e comitês estratégicos de Compras Corporativas, Marketing e Diretores Comerciais trataram do tema. Conheça as principais tendências do assunto.

A inovação deu o tom dos principais comitês desta semana na Amcham-São Paulo, com quatro comitês tratando do tema sob diferentes óticas empresariais, seja a da melhoria nos processos e nos produtos seja a da mudança nos modelos de negócios para torná-los mais eficientes. Um dos destaques foi o comitê aberto de Inovação, na terça-feira (16/10), que tratou da cultura da inovação como algo que vai muito além do investimento financeiro.

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Este debate mostrou que estratégia e cultura têm de estar alinhadas na empresa para que a inovação ocorra; caso contrário, só os investimentos não darão conta de inserir as melhorias na organização. Roberto Leuzinger, vice-presidente da prática de Bens de Consumo e Varejo da consultoria de estratégia Booz&Company, afirma que “não basta só investir em inovação, mas apoiar esses investimentos em outros aspectos”.

“O sucesso não é medido pelo quanto se investe, mas de que maneira esses investimentos mudam a empresa. As que possuem alinhamento entre sua cultura e a estratégia de inovação conseguem alcançar desempenho superior aos concorrentes”.

As áreas de vendas e marketing também debateram a necessidade de inovar suas abordagens com os clientes. Na quarta-feira (17/10), os comitês estratégicos de Marketing e de Diretores Comerciais debateram o mesmo tema, cada um do seu ponto de vista, sobre “Inovação no modelo de negócio e o envolvimento da área”. A conclusão é que o futuro requer mais interatividade e conectividade entre as companhias e seus grupos de parceiros, clientes e fornecedores.

André Coutinho, designer de inovação da consultoria Symnetics, defende que o principal papel da área de marketing deve ser descobrir oportunidades. “O marketing deve servir como uma antena de possibilidades que deveriam ser rapidamente traduzidas em novos produtos e serviços.”

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Maximiliano Carlomagno, sócio-fundador e administrador da Innoscience Consultoria de Estratégia e Inovação, mencionou a inovação aberta como metodologia para aproveitar as ideias existentes no mercado e transformá-las em conhecimento de alto valor agregado. “A cocriação [outro nome para inovação aberta] é uma tendência importante para o desenvolvimento de novos modelos de negócios.”

O comitê estratégico de Compras Corporativas também tocou no assunto para falar sobre o “processo de geração e execução de inovações com fornecedores”. Na terça-feira (16/10), Jarbas Guimarães, sócio-diretor da Symnetics, afirmou que o negócio é “mostrar aos stakeholders que os processos de inovação funcionam para todos de forma igualitária”.

A base que ele defende vem de uma sigla fácil de memorizar - DART, acrônimo de diálogo, acesso a informações, compartilhamento do risco e transparência. “Se qualquer um destes pontos estiver enfraquecido, vale um trabalho de preparar o terreno antes de iniciar o processo, sob pena de lançar-se numa jornada em que os participantes não estão preparados.”

Competitividade

Na quinta-feira (19/10), a competitividade foi o mote de dois comitês, cujos temas tocaram em assuntos caros ao Brasil: comércio exterior e transportes. No comitê Business Affairs Latin America, o cônsul geral do México em São Paulo, José Gerardo Traslosheros Hernández, disse que o Brasil precisa vencer o receio de se globalizar.

O caminho, na avaliação de Hernández, é o Brasil avançar em tratados de livre comércio e reduzir as políticas de conteúdo nacional – que freiam a entrada de itens importados. “O País não pode desejar ter conteúdos nacional em níveis altos em um mundo globalizado. É preferível ser eficiente e abrir a economia para se inserir nas cadeias globais de valor”, diz. “Se o mundo está se globalizando, temos que participar de mais mercados.”

No mesmo dia, o comitê de Logística tratou dos desafios do setor para baixar o impacto ambiental. “Os caminhões são os maiores poluidores no que diz respeito à emissão de CO2. Como temos uma frota razoavelmente grande e percorremos muitos quilômetros, a necessidade de evitar emissões excessivas é grande”, afirmou Paulo Roberto Guedes, diretor-presidente da Veloce Logística.

“Ser sustentável traz vantagem competitiva, e o mercado começa a dar preferência a empresas que realizam ações desse tipo”, afirma. “A companhia polui menos se for mais racional em sua operação. Andando menos de caminhão, a quilometragem rodada diminui, assim como a emissão de gás carbônico (CO2), e a empresa ganha dinheiro.”

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