Países Baixos e EUA ainda são os que mais investem no Brasil

Investimento estrangeiro direto tem leve recuo, mas ganha qualidade

publicado 15/09/2014 15h19, última modificação 15/09/2014 15h19
São Paulo - Países Baixos e EUA ainda são os que mais investem no Brasil
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Entre os meses de janeiro e julho deste ano, houve um ingresso líquido de US$ 35,16 bilhões em investimentos diretos de outros países ao Brasil. Esse número é apenas 0,1% menor do que o registrado para o mesmo período do ano passado.

Apesar de não apresentar variação significativa nos investimentos totais, eles estão ganhando mais qualidade: 74% dos investimentos vieram em forma de participação no capital das empresas, sendo que ano passado, esse percentual era de 64% (menor valor em 20 anos). O restante dos investimentos veio em forma de empréstimos intercompanhia, que, apesar de entrarem na composição do IED, podem não ser direcionados à produção, já que não existe controle sobre seu destino, que pode ser a capitalização das filiais ou até o mercado financeiro, por isso pode ser tido como um investimento sem muita qualidade.

O aumento do investimento considerado de qualidade foi de 17%, atingindo hoje US$ 26,2 bilhões ante os US$ 22,4 bilhões de 2013, enquanto isso os empréstimos intercompanhia diminuíram em 29,5%.

 

 

 

Dez países correspondem a 83% de tudo o que foi investido no Brasil. Países Baixos, Estados Unidos e Espanha são os maiores investidores, somando 44% de participação.

Dentre os investidores, é notável a queda de participação dos EUA e dos Países Baixos, que em 2012 somavam juntos 41% dos investimentos e hoje representam 32%.

Em contrapartida, Espanha e Portugal, que não tinham um histórico recente de investimentos no Brasil, passaram de uma participação de 5% em 2012 para 21% em 2014.


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