Licenciamento de marcas internacionais foi estratégia de sucesso para a Long Jump

por gustavo_galvao — publicado 23/04/2013 17h10, última modificação 23/04/2013 17h10
São Paulo – Diretor transformou loja de fitness em uma das dez maiores fabricantes de brinquedos do Brasil
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“Primeiro, as empresas fabricam no Brasil e depois começam a importar. Nós fizemos o contrário. Começamos importando e, há sete anos, temos nossa indústria nacional”, afirmou Vagner Lefort, sócio-diretor da Long Jump. Ele participou do 4º Encontro de Empreendedores realizado na sexta-feira (19/04), na Amcham São Paulo, e falou da sua empresa, que fabrica produtos de marcas como Disney, Backyardigans e Bob Esponja.

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Mas o início da trajetória da Long Jump foi bem diferente. Em 1998, Lefort foi convidado por um amigo para fundar uma sociedade que ia comercializar aparelhos de fitness. O negócio parecia promissor, pois seria abastecido por produtos leves que viriam da China e os mais pesados seriam produzidos dentro do país. “Não deu certo porque não tínhamos know how para trabalhar com a fabricação brasileira e a importação chinesa”, recordou o empresário.

Em uma viagem para a China, ainda para o negócio de fitness, um dos sócios da empresa trouxe máquinas fotográficas da marca infantil Looney Tunes. Lefort percebeu que aquela poderia ser uma chance de ter algum lucro com a empresa. “Trouxemos em um container e conseguimos vender para alguns contatos. Demorou, mas acabamos pegando uma experiência com brinquedos e licenciamento”, disse. De acordo com ele, a empresa oferece hoje um dos maiores catálogos de licenças para produtos infantis estrangeiros e é uma das dez maiores fabricantes de brinquedos do mercado nacional.

Altos e baixos

“Nós temos um índice de acerto em torno de 85%”, declarou Lefort, durante o evento. Segundo o diretor, é necessário identificar as tendências na Europa e nos Estados Unidos, principalmente para analisar o que pode dar certo no Brasil. “Hoje, nós também estamos investindo em licenças e produtos novos que atendam aos conceitos de ecologia e sustentabilidade”, contou.

Antes de emplacar com a Long Jump, Vagner Lefort chegou a trabalhar em empresas como a GE e a Pirelli, até ser demitido em um momento de crise. O período de desemprego se estendeu durante nove meses e, para resolver a situação financeira, ele decidiu comprar, com o dinheiro da rescisão, um carro conversível fora de linha. “Vendi o automóvel dentro de 30 dias e consegui ganhar 30% a mais do que o meu salário bruto”, lembrou. Por seis meses, ele comprou modelos Puma e conseguiu aumentar a sua renda.

“Eu tive a felicidade e a infelicidade de ser condecorado com todos os planos econômicos, desde o Sarney”, disse o empresário, que lembra com pesar dos momentos de inflação e congelamento. Nesse tempo, ele participou de dez negócios diferentes até conseguir algum êxito.

O diretor da Long Jump disse que foi crucial “nunca parar de trabalhar”. Ao se tornar um empreendedor por diversas vezes, Lefort afirmou que se recorda do conselho do pai, que também tinha seu próprio negócio e não queria que o filho tivesse as preocupações do trabalho por conta própria.  “Meu pai queria que eu estudasse bastante para nunca me tornar um empresário”, afirmou.

 

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