Participantes do concurso Vídeo Legal ganham maior conscientização sobre malefícios da pirataria

por andre_inohara — publicado 30/05/2012 11h30, última modificação 30/05/2012 11h30
São Paulo – Pesquisa comprova efeitos da iniciativa, que é uma parceria entre Amcham e Consulado dos EUA em São Paulo. Vencedores serão conhecidos nesta sexta-feira (01/06).
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A compreensão de que a pirataria, também conhecida como contrafação, é prejudicial à sociedade e à economia aumentou entre os estudantes paulistanos da rede pública de ensino fundamental que participaram do concurso Vídeo Legal.

O concurso foi realizado pela Amcham e o consulado dos Estados Unidos exatamente com esse objetivo e propôs aos estudantes, todos entre dez e doze anos, que mostrassem sua opinião sobre o tema em vídeos de curta duração.

A proposta foi oferecer uma atividade multimídia às crianças e, ao mesmo tempo, introduzir o conceito de propriedade intelectual. Os filmes vencedores serão anunciados nesta sexta-feira (01/06), na Amcham-São Paulo.

O concurso Vídeo Legal é uma iniciativa que integra as atividades do Projeto Escola Legal (PEL) da Amcham. O PEL surgiu em 2007 e trabalha a conscientização dos estudantes do ensino fundamental sobre os prejuízos trazidos pela pirataria.

Percepção comprovada por pesquisa

Para identificar o nível de conhecimento dos participantes do concurso sobre o tema da pirataria, a Amcham sondou uma amostra de 131 deles em fevereiro e maio, meses em que, respectivamente, ocorreram as inscrições e em que os vídeos foram concluídos.

Veja aqui: Comissão julgadora do ‘Vídeo Legal’ avalia nove trabalhos selecionados para fase final do concurso

A pesquisa detectou melhora sensível de percepção sobre os impactos da pirataria em variadas frentes. Mais jovens agora reconhecem que a pirataria é um crime com gravidade e vítimas. Os que faziam essa avaliação no início do concurso eram 45% e agora são 67%.

Eles também passaram a se sentir mais corresponsáveis pelo problema. A fatia dos que dizem que combater a pirataria é tarefa conjunta de governo, empresas e consumidores subiu de 85% para 92%.

Outro ponto alto da sondagem é a constatação de que a pirataria prejudica o desenvolvimento do País, dificultando a realização de melhorias em áreas como educação, moradia, transporte e segurança pública. Antes 68% faziam essa análise e agora são 79%.

A partir da participação no concurso, mais estudantes se deram conta de que fazer downloads de vídeos e músicas sem pagar é ilegal (ampliação de 60% dos jovens para 82%), assim como comprar produtos piratas (77% para 88%) e adquirir itens de camelôs (69% para 84%).

Os jovens agora têm mais consciência de que pirataria é uma das formas de atuação do crime organizado (aumento de 78% para 83%) e de que esse tipo de produto pode causar riscos à saúde (77% para 89%), além de prejudicar as empresas legalizadas e a criação de empregos formais, com acesso a direitos trabalhistas (de 76% para 82%).

Sobre o PEL

O Projeto Escola Legal é uma iniciativa da Amcham e seus parceiros que tem como objetivo alertar crianças e jovens do ensino fundamental (sete e 14 anos) das redes pública e privada a respeito do problema da pirataria no Brasil e no mundo.

As atividades do Projeto Escola Legal buscam incutir valores morais, ética e destacar a importância de uma postura cidadã. Elas também servem de base para a discussão sobre as consequências da opção por consumo de produtos piratas e utilização do comércio ilegal.

O projeto busca atingir toda a comunidade escolar (diretores, professores, alunos e seus familiares) e se desenvolve ao longo do ano através de três etapas.

1. Abertura e contato com as escolas;

2. Implementação, com prestação de suporte ao longo de todo o ano às instituições de ensino;

3. Encerramento, quando são expostos e apresentados os trabalhos desenvolvidos pelos alunos sobre os temas abordados ao longo do ano, reconhecendo assim o empenho de todos os envolvidos.

Mais informações sobre o PEL podem ser obtidas nos telefones 11 5180-3745 / 11 5180-3902.

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