#RadarCovid-19: Conheça três ações do poder público que podem trazer novo fôlego ao seu negócio durante a crise

publicado 27/03/2020 10h54, última modificação 27/03/2020 16h01
Brasil – Lançamento exclusivo da Amcham elenca as principais medidas anunciadas pelo governo e que podem minimizar impacto na economia. Baixe o material
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O Radar Covid-19 busca auxiliar empresários a compreender as principais medidas tomadas pelas autoridades públicas no âmbito econômico brasileiro.

A pandemia do coronavírus não vai trazer apenas impactos no setor da saúde. Uma das grandes preocupações trazidas pela Covid-19 é também econômica. Com a indicação de isolamento social, muitos negócios que dependem de trabalho presencial podem ser prejudicados, principalmente os pequenos e médios. O Ministério da Economia reduziu de 2,1% para 0,02% a projeção do PIB para este ano. Outras previsões de mercado apontam uma redução entre 2% e 6%.

Para auxiliar as empresas a navegarem por esse período de turbulência, criamos o Radar Covid-19, publicação que ajuda nossos associados a compreender as principais medidas tomadas pelas autoridades públicas no âmbito econômico brasileiro. 

Para baixar o Radar completo, clique aqui. Veja algumas medidas abaixo:

PARA COMEÇAR...

O Ministério da Economia anunciou, no dia 16/03, medidas emergenciais para combater os impactos da epidemia e injetar R$ 147,3 bilhões na economia nos próximos 3 meses. Desta quantia, serão destinados R$ 83,4 bilhões à proteção da população mais vulnerável por meio da antecipação da 1ª e 2ª parcela do 13º salário dos aposentados e pensionistas do INSS, da antecipação do abono salarial e da inclusão de mais de 1 milhão de pessoas no Bolsa Família. Sobre os empregos, até R$ 59,4 bilhões referem-se a ações para a manutenção de empregos a partir do diferimento por 3 meses do prazo de pagamento do FGTS e da parte da União no Simples Nacional, créditos para MPEs, redução de 50% nas contribuições do Sistema S por 3 meses, entre outras.

MEDIDAS TRABALHISTAS

O governo federal editou a MP 927/2020, que cria regras emergenciais na esfera trabalhista, com a intenção de preservar o emprego e a renda durante a epidemia. As novas regras permitem a adoção de teletrabalho, o uso de banco de horas, a antecipação de feriados e a concessão de férias individuais ou coletivas. 

PLANO EMERGENCIAL DO BNDES

O BNDES anunciou, no dia 22/03, as primeiras medidas de um Plano de Ação Emergencial para reforçar o caixa das empresas e mitigar os efeitos da pandemia no Brasil. O pacote total chega a R$ 55 bilhões, com recursos efetivamente novos que somam R$ 25 bilhões. O Banco estima que o Plano beneficie 150 mil empresas e mais de 2 milhões de empregos. Para dar fôlego, houve a extensão por 6 meses, sem juros, em financiamentos de operações diretas pelo BNDES (R$19 bilhões) e de operações indiretas via bancos públicos e privados (R$ 11 bilhões). O banco também criou uma nova linha de capital de giro no valor de R$ 5 bilhões para empresas com faturamento anual de até R$ 300 milhões.

  

DÍVIDAS DE MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

O Banco do Brasil decidiu prorrogar as próximas duas parcelas a vencer de operações de crédito com o objetivo de garantir liquidez financeira das micro e pequenas empresas. Além da prorrogação, a incidência dos juros será diluída ao longo do cronograma de pagamentos.