Seis grandes histórias mostram como a persistência transformou ideias em negócios de sucesso

por simei_morais — publicado 19/04/2013 13h28, última modificação 19/04/2013 13h28
São Paulo – Encontro de Empreendedores trouxe pesquisa sobre como empresários estão decidindo seus negócios
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Ideias que vingam são as que saem do papel e vão para a prática, concordaram seis empresários de sucesso, no 4º Encontro de Empreendedores da Amcham – São Paulo, nesta sexta-feira (19/04). Parece obviedade, mas  não é, segundo os convidados. “O diferencial para a realização, em todos os casos aqui apresentados, é persistência”, afirma Marcelo Aidar, coordenador do Centro de Estudos em Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Ele mediou o encontro entre Robinson Shiba, presidente do grupo Trendfoods (China in Box, Gendai e outros); Lito Rodriguez, sócio-diretor da rede de lava-rápido DryWash; Tobias Chanan, CEO da Empório Body Store; Gilmar Batistela, presidente e fundador da ResourceIT; Juliano Prado, sócio-diretor da Bromélia Produções; e Vagner Lefort, sócio-diretor da Long Jump.

Após a apresentação dos seis convidados, os empresários que estavam na platéia responderam a uma pesquisa que mostra como eles estão decidindo os rumos de seus negócios. Dentre 97 que responderam, 75% afirmam estar focados, no momento, no mercado interno, com atenção em inovação de produtos e serviços (38%) e em novos mercados (37%). (Leia mais)

Minha experiência

Os convidados contaram como superaram frustrações com as próprias tentativas de negócio para então chegar a um modelo que engrenasse. “Foram quase 20 anos batendo a cabeça. Cheguei a tocar várias empresas ao mesmo tempo até dar certo com a Galinha Pintadinha”, conta Juliano Prado, da Bromélia Produções, que detém a marca da Galinha Pintadinha.

“Comecei cedo, teimoso, sem ouvir pai nem ninguém, e passei por dificuldades. Mas nosso paradigma é nunca dizer não”, diz Tobias Chanan, da Empório Body Store.

“Passei por dez negócios diferentes, em dez anos. De alguns, eu saí, de outros, tive de sair porque eles acabaram”, conta Vagner Lefort, da Long Jump, fabricante de brinquedos.

Todos persistiram, como nota Aidar, até alcançar um ponto em que as ideias funcionassem e progredissem. “Eu tinha pouquíssimo capital e pouca experiência, mas começamos o negócio porque entendíamos que havia oportunidade que não era explorada. Muita gente achou nossa ideia esdrúxula, mas isso nos motivou”, recorda Lito Rodriguez, sócio-diretor da DryWash, rede de lava-rápido que não utiliza água no processo. (Leia mais)

Além da persistência, eles souberam sair do campo das ideias e virar, de fato, empreendedores. “Ter a ideia e fazê-la são duas coisas distintas. Estive numa feira de franquias em que um senhor me disse ‘tive essa ideia de vender comida chinesa em caixinha antes’. Eu disse para ele: ‘mas eu fiz. Você quer abrir uma franquia minha?’,” diz, arrancando risos da plateia, Robinson Shiba, presidente do grupo Trendfoods, dono das marcas China In Box e Gendai.

Baseados nessa bagagem, eles estão expandindo os negócios. “Vim [para São Paulo] aos 17 anos de Monte Castelo, divisa com Mato Grosso do Sul, sem dinheiro, sem conhecer ninguém. Você se sente o pior dos capiaus. Aí, quando vê aonde chegou, pensa ‘até que não sou tão besta assim’,”, brinca Gilmar Batistela, da ResourceIT, cuja empresa disputa com multinacionais o setor de TI no país. (Leia mais)

“Para todos eles, o insucesso não os paralisou”, finaliza Aidar.

Em breve, confira os cases completos e o resultado da pesquisa realizada durante o 4º Encontro de Empreendedores.

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