Amcham: acordos setoriais de comércio com os EUA vão dinamizar economia brasileira

publicado 08/04/2015 14h42, última modificação 08/04/2015 14h42
São Paulo – Na CBN, o CEO da Amcham, Gabriel Rico, disse que o Brasil precisa acelerar o intercâmbio internacional
gabriel-rico-9470.html

O CEO da Amcham, Gabriel Rico, disse que o Brasil tem condições de assinar tratados setoriais de comércio com os Estados Unidos sem consultar os demais membros do Mercosul (bloco comercial formado por Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela).

“É possível fazer acordos bilaterais setoriais. Esses acordos podem fomentar, e muito, o comércio com os Estados Unidos, que é uma das poucas válvulas que o Brasil tem para dinamizar sua economia”, disse, em entrevista ao programa CBN Brasil, da Rádio CBN, na quarta-feira (8/4).

Questionado pelo apresentador Carlos Sardenberg sobre a relevância do Mercosul para o Brasil, o CEO da Amcham explicou que o acordo poderia ter alguns ajustes. “O Brasil não precisa abandonar o Mercosul, só precisa eliminar a cláusula 32, que obriga (os países membros) a negociar acordos em bloco com outras nações. Esse nó precisa ser desatado”, comenta. Como exemplo, cita a negociação setorial da Argentina com a China.

As iniciativas do governo brasileiro junto aos Estados Unidos, como o acordo setorial de facilitação de comércio no setor de cerâmica e a de convergência regulatória abrem caminho para negociações mais abrangentes.

Veja abaixo a entrevista de Rico na CBN:

 

registrado em: ,